26 de mai de 2010

Ainda The End - Parte I

Muitas coisas marcaram O Fim.
Analisando friamente...não. ainda não consigo analisar friamente. Talvez daqui um mês eu consiga.
Mesmo assim, tento interpretar um pouco do que vimos. O que é claro, cada vez mais, é que Lost é uma experiência pessoal, muito pessoal. muitos odiaram - dentro das suas razões, outros amaram, dentro dos seus conceitos - ou não. Minha mãe é altamente espiritualizada e não curtiu o fim. Eu sou totalmente desligada disto, mas fui tocada por algo (não, não me converti a nada. Só fiquei com uma sensação de que seria ótimo se tudo em que não acredito fosse verdade).
A vida pós morte poderia ter sido deixada de lado. Poderiam até lançar um dvd editado, não..ou com opção, tipo o comentário do diretor.
O que achei ótimo mesmo - talvez porque não esperasse nada de impactante do fim - foi a cena final e a sensação de que a estória da Ilha foi contada - de forma irregular, com incosistências de roteiro. Mas foi.
E foi legal acompanhar e viver Lost por alguns anos. Por Lost, me desfiz do preconceito de que interagir via net é para quem não tem vida própria, conheci pessoas legais, aprendi a fazer download e a me desligar de alguns problemas por 40 minutos, assumi minha nerdisse e criei um blog. E foi um exercício de tolerância.

E se toda unanimidade é burra, deste triste clichê já podemos excluir Lost.
ps - Ainda clamo por respostas, que não virão, eu sei.

Além do diálogo entre Christian e Jack, o tênis detonado e velho na árvore acaba com a possibiliade de Jack ter morrido na queda. Aquele tênis aparece no episódio piloto em excelente estado. Pra mim está muito claro que a Ilha foi real.

Aproveitando para responder uma questão levantada nos cometários do post anterior pelo Al Faro.
Minha interpretação sobre Jack/Juliet/filho - a vida pós morte foi moldada de acordo com os pontos fracos de cada um. No caso de Jack, havia necessidade de resolver a questão pai e filho. Então, neste universo que realmente parecia bom demais para ser real, a existência de um filho é uma projeção para que ele se sentisse no lugar do pai e assim entendesse melhor as dificuldades que o pai teve. E fizesse melhor também. Assim, o garoto não existia de fato.
Seu casamento com Juliet é explicado pelo fato dos dois terem tido um envolvimento efêmero na ilha. Um foi importante para o outro, mas não ao ponto de serem o elo com a vida real.

Como meu amigo Linus disse, também considero a luz como fonte de energia eletromagnética que promove as características peculiares da Ilha. E Desmond era "especial" por ter sido afetado uma alta carga da energia na implosão da Cisne. Por isto, podia viajar no tempo e entre vidas...

Esta cena foi talvez a responsável maior pela crise de choro que tive no fim...Sou cachorreira e não resisto a nada que tenha um dog envolvido. Além de toda comoção do momento de encerramento, foi uma representação da amizade e sensibilidade canina. Só me preocupei pela substituição da Madison, que interpretava o Vincet em outras temporadas. Espero que ela esteja bem!
Mas foi linda, vai...


Amanhã tem mais...

5 comentários:

Vitor disse...

É, sabia que você iria ceder a emoção. Mesmo com os devidos furos e pontas abertas, Lost teve um final emocionante.

Engraçado o paradoxo que você descreveu. Sua mae ser uma pessoa de fé e não ter gostado do final, ao passo que você, cética, gostou (salvo as grosseirias da minha curta descrição).

Falando nessa paradoxo. Realmente é mais legal acreditar em eletromagnetismo? Jura que isso torna a coisa mais racionais? Afinal, eletromagnetismo não é esse borogodo todo. Na série ele virou um curinga de explicação pra tudo, tal qual uma suposta luz divina.

Dizer que uma luz divina resolve tudo e pronto é o mesmo que ter fé no "nada" pra dar continuidade numa boa serie.
Dizer que eletromagnetismo faz viagens no tempo (fisicas e mentais0, move ilha, promove curas improvaveis desde ferimento na perna até cancer na cabeça, camuflagem ailha (tanto pra radar, o que faria sentido como pra navegações de VELA), permite diferenças temporas como Faraday calculou, é o que então? Racional? Brother, no dia que eletromagnetismo debaixo da terra fizer tudo isso... ¬¬

E outra. Tal qual voce falou, voce não acredita em vida após a morte, mas "Só fiquei com uma sensação de que seria ótimo se tudo em que não acredito fosse verdade".
Acho que essa sua necessidade de explicação e logica pra tudo vem daí. Voce não acredita em nada dessas coisas milagrosas mas é boa sensação de imaginar uma válvula de escape dentro de um mundo racional que permita tudo isso = o eletromagnetismo.

É só mudar o nome de luz divina para eletromagnetismo que vira lógica, beleza.




Mas voltando aos flashsideways. Concordo plenamente contigo de que essa etapa pós morte, na série, faz parte de uma mistura de vida ideal que cada um gostaria com a necessidade de respolver pequenos Issues que ficaram pelo caminho.

O que me levou a pensar seriamente sobre o personagen Sayid. Personagem foda, o cara morreu em um gesto de altruismo puro e no seu flash foi todo altruista também. Não estava com Nadia, ela estava bem cuidada com seu irmão, e ele mais uma vez matou pra salvar o irmão. Fortissimo. Adimirável.

E Benjami linus também. Nada de ser poderosão e manipulador no flash, mas sim, cuidar de Alex. Depois de entender o Flash de Ben dessa maneira, imagino o quanto lhe doeu a morte de Alex. Mais do que já aparentava. =( Sem contar que as ultimas palavras que ela ouviu dele foram "she means Nothing to me". Bem triste.

O de Saywer seria o que? A dificuldade dele de se entregar e se abrir em um relacionamento, talvez? De Charlie seria qual?

Cada personagem tem uma problemática muito elaborada, com suas particularidades bem profundas de personalidade.
De fato, não gostei muito do final na ilha. Mas oS flash, que eu tinha mais preconceito no começo da temporada" me fizeram tirar o chapéu para os produtores, os caras são foda.

Thiago Paulo disse...

Não teria como responder todas as perguntas mesmo, mas perderam muita chance de fazer isso. Por exemplo, o lance da egiptologia poderia ter sido explicado durante as viagens no tempo na ilha. ou até mesmo no episódio sobre o jacob e o monstro de fumaça.

O vincent ai na cena final foi tudo! Não poderia ser diferente, ele deitado ao lado do Jack é uma coisa linda, pra quem tem cachorro, sabe como eles são... Sempre nos supreendendo.

Acho que as pessoas precisam assistir o episódio novamente... melhor, rever toda série.

Abraço!

tdseries.com.br disse...

Olá, Ka!

Quando Jack fechou seus olhos pela última vez, demorou para eu conseguir sair da frente da TV. Estranho aceitar o fim depois de tanto tempo curtindo, debatendo, conjecturando, escrevendo... Mas, o fim chegou.

Como você bem disse, Lost é uma experiência pessoal. Como um amigo meu leu em algum lugar, há aqueles que gostaram do final do seriado, aqueles que não gostaram e aqueles que não entenderam. Ou fui simplista demais, ou não percebi o que havia para não ser entendido.

E gostei muito deste episódio final. Emocionei-me em um nível que não costuma acontecer com seriados. Lost foi uma experiência fabulosa do início ao fim, com suas parábolas que cada um entenderá ao seu modo.

Não teremos todas as respostas que teremos, mas por outro lado teremos assunto para muitas conversas ainda - até com quem nunca assistiu ao seriado. Estávamos todos perdidos. Agora, já sabemos onde estamos. Pelo menos, é o que acreditamos.

Continuarei acompanhando seus comentários com muito interesse!

Um abraço!

Adelson (TD Séries)

Aléxis disse...

Oi KA!

Bom, conversamos ontem e acho q vc já sabe a minha opinião sobre o final...

A exemplo de vc me emocionei e acho q estou pronto para "seguir em frente" deixando pra trás questões menores q não foram respondidas como esperávamos. Considero a série entendida e acabada, sem mais espaço para teorias mirabolantes, como algumas q já lí por ai...

Vejo mta gente confundindo as coisas e entendendo o final como um "drama espírita", mas não é assim. O final da história, se passa NA ILHA.

Os flashsideways, foram um recurso complementar à estória...assim como foram os flashbacks em outro momento, por exemplo. Uma forma de mostrar q eles seguiram em frente e tudo mais...e apesar de mtos não gostarem, foi sim um desfecho surpreendente, pois pensávamos q fosse uma nova realidade e q de fato o MIB havia conseguido acabar com a ilha. Mas ela foi salva.

O final de tudo é: Jack se sacrificando pela ilha, Hurley tornando-se o protetor junto com Ben e os losties q restaram voltando pra casa. Além da Rose e Bernard ficarem vivendo lá, etc.

Tanto é verdade, q a última cena, se passa na ilha. E termina como começou.

Se a série foi sobre pessoas, o final foi mesmo arrasador.

Lost foi uma experiência divertida, única e que mexeu comigo. E continuará mexendo, pq marcou uma época, não haverá como esquecer, faz parte da nossa vida.

Já estou louco pelo box com a série completa. :)

abs



abs

Kaká disse...

Ai, chorei tanto, ainda mais nessa cena do Vincent deitando ao lado do Dr. Jack.
Fiz a mesma interpretação do filho do Dr. Jack, achei que era uma versão dele mesmo e ele era o pai dele.

O flashsideway, para mim, foi um recurso esperto dos roteiristas que tinha que nos oferecer algum tipo de flash enquanto contavam a história da ilha. E o que eu mais gostei no episodio final foram as cenas da ilha (mas chorei muito mais nos flashsideways).

Foram muito bons esses anos acompanhando a série. Me divertiu e me emocionou. :)

Momento mulherzinha. Ah, eu gostei do beijo no penhasco, mas vamos combinar que o Dr. Jack, apesar de lin-do, não é nenhumm Sawyer né?

bjs!

Mais e mais

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