27 de fev de 2009

Atrasada

Amigos,
Não vou conseguir fazer o post do ultimo episodio hoje!
Estou com a vista dilatada e ta impossível enxerga alguma coisa..
Estou escrevendo com lupa!!!
Desculpem!
Abraços

25 de fev de 2009

Ben, Ulisses e Penélope

No voo 316, Benjamin Linus é visto lendo Ulisses, obra literária de James Joyce. Segundo a Lostpedia, o romance narra uma jornada do personagem principal Leopold Bloom através de Dublin em um único dia (16 de Junho de 1904). Considerada uma re-escrita da Odisseia de Homero, a história é uma mistura de realidade e simbolismo numa parábola da experiência da vida.
O livro é citado por Damon Lindelof e Carlton Cuse em um dos vídeos da Dharma, onde os roteiristas recomendam a leitura aos fãs de Lost.
A Lostpedia conta também que há uma citação da página 316 do romance escondida no código-fonte do site da Ajira Airways.
E o mais revelador: o capítulo final chama-se "Penelope".

Do blog do Jorge Garcia

O querido intérprete de Hurley também é blogueiro. Para quem não conhece,no http://dispatchesfromtheisland.blogspot.com/ é possível acompanhar um pouco da vida de Jorge Garcia.
Ele não pode postar spoilers, mas costuma falar sobre Lost.
Abaixo, algumas fotos das gravações do episódio 316.




20 de fev de 2009

De volta

316 - S05E06


Close nos olhos. Nada melhor e mais típico para começar um episódio do que a tradicional marca de Lost.
E quando esse close remete ao episódio piloto, já lendário e emblemático, em um momento crucial que deve marcar a fase final de Lost, a sensação é um dejà vu nostálgico que dá a exata noção que estamos na reta final. Pois a parte de fora da Ilha - que não constava na concepção original da série - está definitivamente para trás. Chegamos ao epílogo.

Talvez muito do que ficou para trás - e que acredito veremos ainda -tenha consequências drásticas no decorrer da história. Mesmo com um episódio sensacional - mais um - com a volta para a Ilha, a esperada e bela transformação psicológica de Jack, o revival de um contexto todo especial para os fãs com um novo embarque do grupo repleto de referências e a incrível didática explicação sobre a localização da Ilha, quem mais uma vez conseguiu capitular minha atenção foi o fantástico Benjamin Linus e sua suposta ainda vingança. Tenho absoluta certeza de que ele matou Pen. Tenho mesmo. E a ocultação desse crime para nós por enquanto deixa um rastro de tragédia shakeasperiana no ar.
A cena de Ben completamente ensanguentado na cabine telefõnica me remeteu imediantamente ao pré desfecho do filme Seven - quando o psicopata interpretado por Kevin Space se entrega coberto de sangue após ter cortado a cabeça da mulher do detetive (Brad Pit). Porque Ben é um psicopata. E em sua mente não há nenhum tipo de freio moral. O que ele ratifica ao responder para Jack sobe o destino dos demais passageiros do vôo 316: Quem se importa...

A narrativa foi acertada: mostrar a chegada à Ilha logo de cara, foi decisivamente mais impactante do que recorrer à ordem cronológica. Além disso, a história que acompanhamos não está acontecendo cronologicamente. Ao menos foi isso que entendi da explicação de Eloise Hawking..a Ilha vive em constante movimentação no espaço tempo - mesmo antes dos flashes.
Personagem interessante essa senhora, aliás. Tanto que me pareceu uma versão feminina e mais experiente de Benjamin Linus.
E o que se esperava a série toda finalmente aconteceu: Jack se teve um episódio realmente agradável de ser assistido. O salto de fé do dr demorou, mas foi profundo e importante. Por ser um homem cético, da ciência, a escolha dele foi ainda mais valiosa, exigiu uma quantidade mairo de fé, de entrega. E agora, nessa reviravolta de seu personagem, eu sinto pela primeira vez empatia - e certa pena por ele se deixar ter sido usado tantas vezes por Kate, como foi ontem.
A grande questão da reunião dos six - ou five - foi relativa a ela. Sayif estava no vôo contra sua vontade. Mas ela não. O que aconteceu com Aaron para que ela mudasse de idéia repentinamente assim deve ser mais um capítulo intrigante e impactante da história.
Hurley continua sendo o alívio cômico fundamental. O cara boa praça que não quer levar ninguém em sua jornada.
Mas acho que ao menos dois daqueles passageiros serão vistos na Ilha. Illana ( a agente federal) e Caesar, o ator com cara de iraquiano que por acaso se chama Said Taghmaoui (de Três Reis, Ponto de Vista e Mar de Fogo).
E aconteceu. O pedido we have to go back foi atendido. Mais cedo do que eu esperava no comço da temporada. Uma antecipação muito benvinda.
E há quem diga que os roteiristas nos enrolam....

Muito bom
- A sequência inicial quebrou...arrebentou...Com direito a trecho rápido da trilha sonora do episódio piloto quando Jack está resgantando Hurley, uma referência à clássica ação do médico após a queda do 815.
- Michael Emerson - sempre ele - narrando a história de São Tomé. E o desfecho: Cedo ou tarde, todos acabam se convencendo.
- O surgimento do avô de Jack. Acho que ninguém tem dúvida que ele deve ter algo a ver com toda essa história, não...A família Shepard está toda atolada naquela Ilha, acho eu.
- Incluir Lapidus numa viagem só de ida também foi bacana. É um bom personagem.

Curiosidades/Referências
(Com ajuda da Lostpedia)
  • 316 - Número do vôo. Também o número de dias que resta no ano exatamente na data da exibição nos EUA. Remete ainda a citação bíblica João:316, que diz Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho unigênito para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha vida eterna. Tema principal do episódio: fé e o pedido de John para Jack em sua carta de suicídio.
  • A foto da Ilha que aparece na estação Lamp Post é datada the 23/setembro de 1954 - ano em que o exército fazia testes na área. A foto ainda cita o exercito americano. E a soma dos dígitos da data é igual a 23.
  • Mais uma vez temos referência àsCrônicas de Nárnia. The Lamp Post é um marco de passagem entre o mundo real e Nárnia em alguns livros da série.

17 de fev de 2009

Cartago de Charlotte

Segundo a Losptpedia...
Pouco antes de morrer, em um dos flashes do passado, Charlotte mencionou que que sabe mais sobre Cartago do que Hannibal - um general de guerra de Cartago dos anos 200 A.C. e um dos maiores combatentes militares e táticos de toda história.
O interessante mesmo é que Cartago localizava-se onde atualmente é a Tunísia, o mesmo lugar onde Charlotte encontrou o esqueleto de urso polar e onde Ben acabou parando depois de mover a Ilha.
Em pesquisa à Wikpédia achei esse trecho particularmente interessante...

Divindades
Baal Hammon era o principal deus fenício adorado na colônia de Cartago, generalmente identificado pelos gregos como Cronos e pelos romanos como Saturno. Baal significa "senhor", entretanto, o significado de Hammon é incerto, sendo possível sua origem no Amón (ou Ammón), "O oculto", símbolo do poder criador e "Pai de todos os ventos" na mitología egípcia.
Em seu nome se faziam sacrifícios humanos, "Moloc", como oferenda religiosa. Durante algum tempo associou-se controvérsia a este respecto: os restos humanos encontrados no tofet de Cartago haviam sido atribuídos a restos procedentes de crianças mortas por causas naturais ou a produtos de abortos humanos, ainda que a abundância de restos, a idade da morte das crianças, assim como a presença de restos animais que se supõe eram sacrificados em substituição de algumas crianças, provavelmente filhos de famílias poderosas, praticamente descarta a primeira idéia.

Leia mais http://pt.wikipedia.org/wiki/Cartago

Tunísia/Cartago

Localização

Fotos de Juliet

Novas fotos promocionais de Juliet
Eu gosto muito da personagem e estou na expectativa que ela ganhe importância ainda nesta temporada. Ah, e que role um romance com Sawyer, claro!


16 de fev de 2009

Lost na SFX Maganize

Alguns integrantes do elenco concederam entrevistas a SFX Maganize.
Algumas boas tiradas:

"Nesta temporada tenho dado motivos para acreditarem que meu personagem é heróico ao mesmo tempo que ele é o anticristo"
Michael Emerson




"No fim da história seria divertido ver uma batalha acontecer, como os Ewoks lutando por Endor, talvez"
Jorge Garcia

"Não há como agradar a todos todo o tempo. Não há jeito, não importa como a história termine....mas eu acredito que Damon sabe sempre onde está indo"
Matthew Fox


Veja a reportagem na íntegra, com outras entrevistas em http://lostspoilers-odi.blogspot.com/2009/02/new-hq-scans-of-sfx-magazine.html

15 de fev de 2009

Sobre a audiência

Muito tem se falado ultimamente sobre a queda de audiência de Lost nos EUA. Alarmistas destacam os números esquecendo de que a série tem seu fim garantido em 2010, na sexta temporada. Esquecem também de uma tendência crescente, principalmente entre programas como o formato e a característica de Lost, de que a programação estática e a TV que conhecemos está mudando.
A revista Superintessante cantou a bola ainda em 2007, como a matéria Lost e o fim da TV, de Thiago Cordeiro" que reproduzo alguns trechos abaixo:

"A televisão tem funcionado do mesmo jeito há décadas: canais com grades de programação definida mais pacotes de anúncios publicitários e assinantes de TV a cabo para sustentar a coisa toda. Ao espectador cabe escolher uma atração que esteja passando em tal horário e aproveitar os intervalos para buscar cerveja na geladeira. Isso vai acabar (calma, a cerveja continua).
É que está chegando a era da "TV 2.0". Nela, você é quem manda. São milhares de opções de programas, para assistir na hora em que der na telha...
...Sim, pois Lost funciona como um jogo, elaborado com uma riqueza de detalhes que não cabe só na televisão. "O espectador assiste à série como quem joga um videogame. Ele ganha mais poder, armas e informações à medida que avança", diz o professor de TV e cinema David Lavery, da Universidade Brunel, em Londres, e autor de Desvendando os Mistérios de Lost, que está sendo lançado no Brasil.
...A experiência de acompanhar Lost, afinal, não acaba quando um episódio termina. É nessa hora que o tal universo paralelo na rede começa a ferver. "A internet mudou o jeito como vemos TV. Instantaneamente, milhares de pessoas reagem ao episódio que acabou de ir ao ar. Seria idiota não prestar atenção a isso", declarou o diretor J.J. Abrams, um dos criadores da série. Muitos desses fãs, aliás, "reagem ao episódio" MESES ANTES de ele passar na televisão. O que não falta é gente que se acostumou a ver Lost, e outras séries, sem que haja uma emissora transmitindo a coisa. É baixar num site qualquer de troca de arquivos e pronto. E isso é mais um sinal de que o futuro está aqui. De que a televisão que a gente conhece, aquela em que domingo é dia de Fantástico e que a novela das 8 começa religiosamente às 9, está dando seus últimos suspiros...
...Essa "quebra de barreiras", no entanto, também causa polêmica. Hoje, novidades do entretenimento americano, como as séries Heroes e Jericho, fazem sucesso no Brasil antes mesmo de saírem na TV a cabo. ...A facilidade para baixar arquivos na rede, mais a farta distribuição de legendas criadas por fãs....

..."O formato atual, com emissoras mantendo seus próprios canais, onde a programação é organizada de acordo com os interesses de poucas pessoas, está em decadência aberta", aposta Andrew Kantor, jornalista americano especializado no mercado de tecnologia. "As redes vão fornecer conteúdos para uma grande biblioteca online. Os programas terão hora certa para serem postados, mas você poderá assisti-los a qualquer hora."
Artigo completo em http://super.abril.com.br/revista/236/conteudo_207887.shtml?pagina=1

Portanto, nada mais natural que um show enraizado em um formato inovador, siga primeiramente a nova tendência, de que os episódios - mesmo nos EUA - são assistidos em horários diferenciados, gravados, baixados, assistidos na net (só no site da ABC já alcançou 1.425,000 acessos - a campeã) Enfim, a programação estatística não pode ser parâmetro para medir o alcance real da série.
Claro que outros fatores também influenciam os números. Lost não é uma série que pode ser assistida eventualmente, é preciso seguir a história desde o início. E exige atenção, muita atenção para captar detalhes que fazem a diferença, perspicácia...Mas isso fica para outro post...

Michael Emerson conta o segredo dos números malditos...

Brincadeira! É só uma piadinha...no melhor estilo Benjamin Linus. Podem assistir tranquilos...

14 de fev de 2009

O misterioso Matthew Abaddon

Lance Reddick fala um pouco sobre seu intrigante personagem em Lost.
Meu mediano inglês me permitiu entender que veremos o personagem ainda. E que as diferentes contextualizações permitirão entender um pouco mais sobre quem ele realmente é. "O pouco que sei sobre ele, não posso contar", resumiu.
Ele fala ainda sobre a participação em Fringe, onde é um dos destaques. Seu personagem, ao lado do cientista, são de longe os mais interessantes da série novata de JJ.
Gosto muito deste ator.

13 de fev de 2009

Amor e sacrifícios


This Place is Dead - S05E05

Por amor. Por amor, Faraday em algum momento se arriscou a mudar o futuro contando a mulher que ama seu destino. Por amor, Sun deixa a filha para reencontrar o marido. Por amor, Jin abdica da possibilidade de reencontro com a esposa. Por amor - à Ilha - Locke deixa o local onde acredita ser seu destino - o único onde realmente se sente em casa e pelo qual tanto fez para não deixar - sabendo que não mais voltará, que o que o espera é a morte.
Se Lost é mitologia, é mistério e ficção, é também uma grande história de amor.
Em mais um paradoxo, o episódio cinco desta temporada conseguiu falar de amor da forma mais angustiante possível, atrelando-o a altos graus de sacrifícios. Os constantes e sucessivos loopings temporais ocorrendo em progressão geométrica nos deram a perfeita percepção do quanto aterrorizador pode ser estar na Ilha que já aprendemos a amar.

E a morte apareceu novamente. Como sempre em Lost, de forma trágica. Se já era esperada após quatro episódios em que Charlote apresentava os efeitos colaterais da viagem no tempo, a morte da ruiva foi mais uma despedida carregada impacto emocional.
Mesmo com revelações contundentes sobre seu passado na Ilha, senti muito a saída da personagem do elenco regular da série. Como antropóloga, ela poderia exercer exatamente a função que Faraday tem nas explicações científicas, para os exclarecimentos sobre a mitologia, uma área que muito me interessa no todo do seriado.
Também senti falta de mais sobre Russeau. Queria muito acompanhar o nascimento de Alex e a saga de sobrevivência da francesa nos 16 anos de Ilha. Claro que há muito o que explorar na série e nenhum minuto do episódio foi disperdiçado. O que me faz ter a certeza de que Lost tem possibilidade de originar muitas histórias para séries derivadas ou filmes.
Além da morte tivemos o retorno do monstro de fumaça. Pondo abaixo uma teoria minha - e de muita gente - de que fosse uma experiência da Dharma, o gigante bloco de fumaça agora foi apresentado formalmente como um sistema de segurança do templo. Aliás, seria do templo em ruínas ou do templo onde os Outros foram se esconder? Ou seriam o mesmo local?
Adendo - Tantas perguntas não me afligem. Vejo muita gente aborrecida com isso. Sem paciência ou com raciocínio simplista e com má vontade. Meu conselho? Assistam séries que encerrem suas histórias no mesmo episódio ou simplesmente mudem de estilo de série. Não vale a pena acompanhar um programa de entretenimento para se aborrecer tanto...
E vou mais além: assistir um show apenas para detectar qualquer mínima circunstância de fazer gracinha nas resenhas, mesmo que seja atividade profissional, é muito patético. Seria melhor aproveitar a suposta veia humorística - discutível sob diversos aspectos - para escrever roteiro do Pânico ou do CQC.
Mas voltando:
Acho que aflição e tensão são as melhores palavras para descrever o episódio. Desde a aparição do monstro à cena tão esperada da morte de Robert por Russeau. Dos loopings, a agonia de Carlote à despedida de Locke da Ilha, foi tudo muito intenso e tenso.
Fora da Ilha, tudo parece perdido pelo egoísmo de Kate e pela teimosia de Sayid - que parece ter encarnado a personalidade passada de Jack. Mas Sun fez sua escolha, a escolha de uma mulher apaixonada, que fará o que for preciso para rever Jin, até abdicar da filha.
E Ben continua dando as cartas, mesmo quando tudo parece realmente ficar mais complicado, seus jogos mentais conseguem atingir os alvos. Por que alguém duvida que aquele surto foi mais uma maneira de convencer Jack e Sun a voltar para a Ilha? Eu não.
E fica tudo cada vez melhor.

Muito bom


- As aparições do monstro de fumaça estão se tornando um momento à parte. Ganham intensidade e são reservadas para momentos cruciais na trama.
- Interpretações realmente muito boas marcaram esse episódio. Destaque para Michael Emerson (como sempre) e Terry O'Quinn.
- Mais uma vez ressalto que apresentar Russeau no passado foi um tiro certeiro dos roteiristas.
- As interrogações são um ponto alto da série que mantêm a atenção e o nível de interesse.

Curiosidades/Referências
(Com ajuda da Lospedia)
  • O nome Charlotte Staples Lewis é uma referência ao escritor irlandês Clive Staples Lewis (C.S.Lewis) o criador das Crônicas de Nárnia. Na saga, Nárnia é uma terra mágica para onde as crianças retornam sempre - em diferentes tempos - Em uma das histórias descobrimos que existe em Nárnia uma caverna mágica - um portal para outros mundos- que dá acesso a uma ilha. Como Charlotte fez de tudo para retornar a sua terra mágica, as crianças estão sempre procurando meios de voltarem à Nárnia. Ah, C.S Lewis e Charlotte estudaram na mesma universidade, a de Oxford.
  • Em um de seus momentos de agonia, Charlotte parece reviver momentos de diferentes fases de sua vida. Em uma dessas, ela grita: Aumenta ai, eu amo Geronimo Jackson. A banda fictícia já foi mencionada em outros momentos da série.
  • Ainda da ruiva: ela brinca com Faraday dizendo que fala também Klingon - idioma existente na mitologia da série Star Treck.

11 de fev de 2009

100º episódio


Muito legal o bolo comemorativo do 100º episódio da melhor série de todos os tempos. Provavelmente, o capítulo emblemático ainda sem título definido, deve ser exibido no fim de fevereiro.
Ah, eu quero um bolo desses no próximo 1º de outubro...

Efeito colateral ou alusão?


Lembram-se desta imagem do encontro, supostamente em um sonho, entre Locke e Horace?
O sangramento apresentado pelo matemático da Dharma me despertou uma - mais uma - dúvida: seria efeito de uma viagem no tempo ou meramente uma alusão à sua morte, já que Horace é encontrado morto após a purgação com hemorragia nasal.
A questão despertou uma possibilidade: seriam esses sonhos que Locke tinha constantemente lembranças de encontros com pessoas viajantes no tempo? Algo como aconteceu com Desmond ao acordar lembrando do encontro com Faraday...
O que acham?

6 de fev de 2009

O que está feito está feito

The Litle Prince S05E04


Talvez o paradoxo de Lost, ao contrário do que disse no post abaixo, seja mais metafórico do que real: Se o que está feito está feito e nada mudará o destino atual dos losties, o passado pode servir para recapitularmos o que foi perdido na narração e mudar a visão que temos de alguns acontecimentos e personagens. Ver a chegada à Ilha de Rousseau - nova e grávida, gentil e meiga - além de confirmar a história que ela conta a Sayid mostra como os 16 anos que sobreviveu sozinha a transformaram totalmente em uma mulher amargurada, dura, perdida, selvagem. Diante dessa nova visão que temos da francesa, a circunstância trágica de sua morte, exatamente no momento de sua vida em que encontrava a filha, torna o acontecimento ainda mais trágico. Ela foi uma das vítimas mais marcadas pelos jogos mentais e obsessivos de Ben.
Só essa aparição já valeria o episódio The Litle Prince. Não bastasse, a apresentação de Rousseau e sua equipe é linkada com a volta de Jin - VIVO. (E por essas e outras eu acho maravilhoso não ler spoilers e ser deliciosamente surpreendida pelo inesperado).


Enquanto os efeitos colaterais das constantes mudanças temporais começam afetar Miles e Juliet também, fora da Ilha, em 2007, um Jack muito mais ameno, menos arrogante (e menos insuportável também) corre para compensar as inúmeras bobagens que fez no passado. Com um tom mais conciliador, ele torna-se finalmente o líder que deveria ter sido desde sua chegada à Ilha.
E Sun mostra que será definitivamente a pedra no sapato de Benjamin Linus e sua suposta mudança de atitude. Ben parece estar interessado no bem coletivo. Mas não se enganem, ele quer a volta dos Six por motivos que com certeza o beneficiarão de alguma forma. Continuo adorando a caracteística voraz do personagem, mas já não me deixo enganar por ele....Tanto que a primeira pessoa que desconfiei estar por trás do exame de maternidade de Aaron foi ele.
Claro que mistérios não faltaram nesse excelente episódio: por que os efeitos colaterais surgem em quem tem maior permanência na Ilha? Essa suposição leva a quase confirmação de que Miles é mesmo filho do Dr. Marvin mil nomes. Mas e Charlote, onde se encaixa nisso?
Outra questão intrigante: em que ponto do futuro foram parar quando encontram o acampamento praticamente destruído? Quem eram as pessoas que os perseguiam? Onde está Bernard, Rose e Vicent, claro? E como Juliet sabia da existência da Ajira Airways se, pelas informações que temos a cia foi criada recentemente. Teria a companhia ligação com Benjamin Linus?


Só resta esperar, pois agora, mais do que nunca, temos plena certeza de que tudo tem uma resposta, que está claramente planejado. Azar de quem não curte, não sabe esperar. Não sabem o que perdem.

Destaques
- A cena em que Sawyer - reparem que agora todos o chamam por James - presencia o parto de Aaron por Kate foi emocionante, muito sensível mesmo. Espero termos outros momentos revival desses...
- Claro: a equipe de Rousseau. Muito, muito bacana mesmo presenciar a chegada deles à Ilha.
- Jin Vivo!!!!! Agradeci a mim mesma ter ficado longe dos spoilers.
- As tiradas de Sawyer/James continuam dando o equilírio cômico necessário: viagem no tempo é uma droga! Obrigada, Deus...Retiro o que disse...Muito bom.

Referências/Curiosidades
(com ajuda da lostpedia)
- O Pequeno Príncipe - título do episódio, é um livro do francês Antoine de Saint-Exupéry, que aborda temas sobre percepção e natureza humana com a história de um aviador que sofreu um desastre de avião e desapareceu sobre misteriosas circunstâncias. Além disso, "Besixdouze" ("B612"), aparentemente o nome do barco perdido da expedição é uma referência ao asteroide no qual o Pequeno Principe morava na história do livro, que tem a famosa frase: Você se torna responsável por aquilo que cativa.
- O nome escrito na vã de Ben, "Canton Rainier", é um anagrama para "reincarnation". Seria referência a Locke?

Mais e mais

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