1 de abr de 2009

Mais Lost na Superinteressante

Referência recorrente na revista Superinteressante, Lost é pano de fundo para matéria sobre viagens no tempo da edição atual.

A matéria é aberta com a apresentação: A 5ª temporada de Lost começou e todo mundo está viajando no tempo. Os roteiristas da série viajaram eles mesmos e perderam a mão? A ciência diz que não. E dá a receita para viajar no tempo de verdade.

Além de explicar a teoria de Albert Einstein para viajar ao futuro (ex: se você acelerar seu carro 180 quilômetros por hora durante 60 minutos e parar, terá viajado 0,0000000576 milésimo de segundo para o futuro), o artigo fala sobre voltar no passado - o que já é mais complicado -buracos de minhoca, que aparecem o tempo todo no mundo microscópico (segundo cientistas) e funcionam como túneis unindo lugares, já que o tempo não flui como um rio, mas é algo mais parecido com um "bloco de gelo", formado por passado, presente e futuro. Ou um rolo de filme. Tudo o que já aconteceu ou vai acontecer já está lá dentro. O Universo é assim, mas nós só enxergamos uma fatia de cada vez. E cada momento, cada fatia do espaço e do tempo é imutável. O que percebemos com mais clareza no conhecido paradoxo do avô, onde fica claro que é impossível matar seu avô no passado, sendo que você já existe no futuro.
Segundo a matéria então, Sayid só poderia ter matado o Ben do passado se for válida a teoria das Realidades Paralelas (veja scan).
Um box do artigo ainda explica:
Lost é viagem? O que tem de científico ali?
A trama já deixou claro que as viagens no tempo, ali, acontecem em buracos de minhoca. E esses precisam de uma quantidade absurda de energia. Além disso, a energia precisa causar um fenômeno chamado Efeito Casimir para agir no buraco. Tanto a energia absurda quanto o efeito existem em Lost. Quando Ben a moveu no tempo, então, ela entrou num buraco de minhoca. Já com respeito às referências do Egito antigo, para a física, é impossível voltar a uma época anterior à construção da primeira máquina do tempo. Mas, se os egípcios tiverem feito uma há milhares de anos, não tem problema. E, em Lost, isso pode ter acontecido. De resto, muita coisa na série não há como a ciência explicar, como a "Constante" do Faraday, por exemplo. Nem com muita boa vontade.

Praticamente está evidente que Lost segue a trilha do paradoxo do avô: não se muda o passado. Tudo bem, para a série. Mas e na vida real? Eu aqui, analisando esta história toda, fico com muita deprê: se tudo está traçado, o bloco compacto já existe, independente das ações que pensamos serem fruto do livre arbítrio, a sensação que tenho é que tudo é tão sem sentido. Afinal, se presente, passado e futuro existem independentes dos meus atos de hoje, vou mesmo é ficar blogando, pois de alguma forma, já entreguei o texto que tenho que fazer até o fim do dia. E aproveitando, vou fumar mais um cigarro, porque afinal, se eu for morrer de câncer não é o fato de parar agora que vai me fazer mudar o futuro.

4 comentários:

Petter disse...

Eu queroooo!

Petter disse...

Adoro quando a Super interessante aborda Lost, adoro mesmo.
Acho que vou até dar uma olhada nesse exemplar, pode ser que me dê uma luz =P

THIAGO PAULO disse...

oiê... era dessa maneira mesmo que eu estva entendendo o tema em Lost.

Há, você viu quem pode morrer no final da temporada? Há, eu não quero que isso aconteça, não!

Abraços...

Petter disse...

Opa, se não for incomodo aceito sim.
Pode resolver suas coisas K, depois me manda, sem pressa. Vou adorar!

Beijo e brigadãão.

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