6 de mar de 2009

Tigre amansado

  • S05E08 - LaFleur


E o tigre mudou suas listras. Como Locke renascido do passado trágico, James deixou para trás a vida do golpista Sawyer para assumir sua segunda chance e se tornar James, o líder carismático e estratégico. Alguém que se envolve, se compromete. Sem os dramas tediosos de Jack.

Em meio sua renovação, ele encontrou o amor. E nesse ponto eu confesso que vibrei com cada segundo da apresentação do casal e me deliciei com o episódio. Torcia pelo romance com Juliet desde o fim da quarta temporada. Por gostar muito da personagem, por admirar o trabalho de Elizabeth Micthell, por considerar a química perfeita entre um dos personagens mais fundamentais por conferir carisma e charme à série, como sempre foi o ex-Sawyer, e a figura feminina mais forte e emblemática para representar a mulher.
Juliet é meiga e forte. Consegue transparecer a determinação e a fragilidade que tornam as mulheres seres tão míticos. Da cena em que ela consola Faraday com tamanha sensibilidade ao momento em que atira em um dos Hostis, Juliet mostra exatamente a flexibilidade feminina que faz com que consigamos cuidar de filhos e enfrentarmos uma reunião com executivos. Muito bacana mesmo. Sútil e profundo.
E na semana internacional da mulher, nada melhor do que ser presenteada com um episódio onde uma personagem realmente representativa do meu gênero conquista a felicidade e se desfaz de um trauma ao realizar o parto de Amy.
Claro que ainda estamos longe do fim e nada será tão fácil. A volta de Kate trará um conflito no relacionamento, é óbvio. Principalmente se os roteiristas seguirem a tendência do desenvolvimento psicológico dela: garotas imaturas e perdidas costumam brincar de conquistar. Se Kate pouco se importou com o destino de James durante os três anos em que esteve fora da Ilha, agora - mediante a possível perda - fará de tudo para conquistar novamente o homem que sempre usou. Aliás, o joguinho adolescente de Kate sempre me irritou. Ela usou o primeiro namorado até causar sua morte. E continuou na Ilha usando Jack e James. Pela lógica, Jack deve ser a vítima mais fácil. Mas tenho certeza de que ela causará uns tantos transtornos ao novo casal de Lost.

Romances à parte, o episódio foi agradável de assistir. Foi leve e simples, mas eficiente. O ritmo cadenciado não prejudicou e a edição que alternou 1974 com 1977 conseguiu imprimir um leve suspense, elemento já tradiconal da narrativa.


Voltou a focar Sawyer/James após um longo período de jejum para os fãs do personagem (como eu), ao mesmo tempo nos levou ao que parece ter sido o auge da Iniciativa Dharma.
Acho que pela importância que tem na série, o período merece ser explorado sim. Pois muito do que conhecemos na série é fruto exatamente da vivência deles na Ilha. E talvez da participação dos Losties no movimento.Mas o episódio foi de James. E de Juliet, claro...


A mitologia não ficou de fora. A rápida aparição das costas da grande estátua de quatro dedos foi a pitada de pimenta ideal no prato especial equilibradamente temperado. Na medida certa, nos lembramos da importância dos primórdios da Ilha e tivemos uma pista certeira sobre sua origem.

Se não tivemos grandes respostas, pudemos saborear um prato genuíno de Lost: desenvolvimento psicológico; mitologia e suspense; reviravoltas e bom astral, o que aliás eu estava sentindo falta.

Alguns pontos

- Meigo, sólido (espero), amor de maturidade. James e Juliet era tudo o que eu queria.

- É incrível a evolução do trabalho de Josh Holloway. Muito bom mesmo. Ah, e como ele é lindo!!
- Não é de hoje que elogio a atuação de Elizabeth Mitchell. Sem exageros, sem performance teatral de diva. Mas com muita expressividade e sensibilidade.
- Richard Alpert é também uma presença catalizadora. Ótimo trabalho de Nestor Carbonel. Pena que não esteja combinando com a liderança de um povo tão...Hostil!!!

- Interessante James citar o Black Rock. Ele recebeu informação do navio por meio de Locke, quando vai aos destroços do navio para matar o verdadeiro Sawyer.

- A pequena Charlotte (ou não) - se a garota ruivinha linda que apareceu no episódio for realmente Charlotte, a diferença de tempo (pela informação de Ben, ela nasceu só em 1979) pode ser tanto um erro do relatório que ele tinha, já que não informava que a ruiva viveu na Ilha, quanto ter perfeita explicação pela localização temporal da Ilha. Quando Charlote saiu da Ilha com a mãe, deve ter existido algum fenômeno referente à passagem de tempo Ilha/Mundo externo.

- Outro ponto que me faz adorar ainda mais Lost: o envolvimento (ainda possível, mas cada vez mais factível) da mitologia egípicia. Adoro. Simplesmente adoro.
Segundo a Lostpedia, o Ankh, hieróglifo egípcio do colar de Paul é um símbolo de vida eterna e fertilidade. Os deuses egípcios são frequentemente retratados portando um Ankh no pescoço ou sustentando um em cada mão, com os braços cruzados sobre o peito. A estátua gigante aparece segurando um em cada mão. Aliás, a estátua, pelo que está circulando nos blogs de Lost e séries, pode ser a representão de Anúbis - deus da morte e do submundo. Mas a mitologia egípcia é riquíssima e hcredito haver N possibilidades.Portanto, vamos aguardar...

- Da verbalização divertida de James: "Mister Eu falo com gente morta" - sobre Miles; "Platão" para o abalado e transtornado Faraday; "Coconut telegraph" (telégrafo de coco); "O cara de olhos pintados" sobre Richard.

- Ah - estou sentindo falta de Vincent!!!! Volta Vincent!

8 comentários:

Dan Artimos disse...

este episódio foi sensacional e concordo com todos os pontos...

James e Juliet ficaram perfeitos... :D

Petter disse...

K adorei sua dica lá no blog pra eu ver o episódio acompanhado uhahuahuauha ri bastante, confesso =P

Agora falando do episódio eeer. eu não fui muito fã não, mais algumas coisas ficaram legais que nem o romance entre Sawyer e Juliete. Ok eu ainda não consegui engolir direito todo esse amor, PORÉM acho que isso irá esquentar ainda mais a relação entre os 4 (+jack e kate) personagens de maior carisma na série, quero só ver.

Quanto a história da Charlotte eu ainda acredito que deveter sido erro, mais quem se importa né? Estamos falando de Lost.

E cara...VOLTEM PRA EPÓCA DA ESTÁTUA!!! Poxa, fiquei frustado quando a ilha girou denovo =/ era um momento tão esperado pela gente, que coisa ¬¬

Beijão K

Adelson (TD Séries) disse...

Oi, Ka!

Sabe o que achei mais interessante em seu post? Ver o episódio comentado sob o ponto de vista de uma mulher. A começar pelo título! E o episódio pareceu tão diferente! Percebi que presto atenção em outras coisas... risos E olha que assisti com minha esposa!

Eu achei fantástico o episódio. Houve grandes momentos - e a presença de Richard, como você bem disse, foi um deles. Uma pena a estátua ter sido mostrada tão pouco. Como o Petter, espero também que voltemos ainda para essa época.

Um abraço e parabéns pelo post!

Rafael disse...

Muito bom o Post. Esse episódio de Lost foi muito bom. E o James falando que 3 anos é suficiente para esquecer uma pessoa e tals. E depois ele vê a Kate no final do episódio. Agora é esperar como será esse triangulo amoroso.

Leco Leite disse...

E aí, moça... tudo bem!?

Belo comentário sobre o epi. Realmente foi muito bom e voltando a nos mostrar personagens e não só a "Batalha" ciência e fé...

O mais interessante, como escrevi no Teorias, será conhecer a história da DHARMA com a participação dos losties e não só com flashbacks. E melhor, eles devem ter muita influência nos eventos que conhecemos da Ilha mas que ainda não vimos...

Muito bom!!!!!!

Bjo e to sentindo sua falta no Teorias!!!

disfordaniel disse...

James e Juliet era tudo o que eu queria. (2)

sério seu blog é foda, se eu me perco na serie, venho aqui e me acho *-* HUAIHAUI

http://disfordaniel.wordpress.com/
se puder passar e comentar, agradeço :D

THIAGO PAULO disse...

Olá...algumas pessoas não gostaram desse episódio, mais, outras até choraram. Sim, alguém me confessou isso! Rs

Ainda nem vi e nem sei quando vou ver, mais aguardo ansiosamente!

Bjs..

Gabriel disse...

Não foi um episódio espetacular, mas só pelo romance Juliet/Sawyer, já valeu a pena...Sempre torci pelos dois desde que se aproximaram, e eles foram se tornando meu casal predileto...Jack e Kate que fiquem juntos e não atrapalhem os dois...xD
Também adoro a atuação da Elizabeth...
E como um hyper adorador de cães, também sinto falta do Vicent...
Até a próxima...Abraços!

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