Um mês se passou e vira e mexe ainda se escuta alguma discussão sobre o controverso final de Lost.
Não. Não vou continuar escrachando o fim. A palavra final fica a cargo do PodCast do Lost Brasil, que saiu ontem.
Foi feito um tempinho após o fim, o que permite uma análise mais cabeça fria e menos impactada tanto pelo bem, quanto pelo mal, o papo foi extremamente produtivo. Tem visões não radicais, umas mais lógicas, outras menos, mas no geral condensou bem os lados bons e ruins da séries sem fanatismo e xiitismo. Muito bacana mesmo. Recomendo!
Entre tantos podcasts que ouvi (teve um que quase me fez vomitar de tão prepotente e fanático), sem dúvida, este aqui matou a pau! Parabéns ao pessoal!
Baixe aqui
E não se fala mais nisto.
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23 de jun. de 2010
7 de jun. de 2010
1 de jun. de 2010
Seita não!
Putz, tenho lido e ouvido cada uma! Vou desabafar pela última vez e seguir em frente. Cansei de falar do fim de Lost.
Desabafo final para o povo que ta transformando Lost em seita:
Quem não gostou do fim (o que não chega a ser exatamente o meu caso) ou quem reclama da falta de respostas ou das inconsistências graves (este sim é o meu caso) que realmente aconteceram não tem nenhum problema social, mental,psicológico, não é burro, não é por isto materialista, satanista, sem coração ou precisa amadurecer com a vida...
Rotular ou desmerecer alguém que se foca em um aspecto da vida diferente do seu não é legal. E e isto que vem ocorrendo nos debates sobre Lost.
As pessoas têm necessidades, focos e percepções diferentes. Tudo bem. Lost é uma experiência pessoal e é normal amar ou odiar aspectos da série. Mas não aguento mais ver quem amou o fim rotular, interpretar e filosofar sobre quem não gostou, como se fosse um tipo de ser superior espiritualizado. Para criar discórdia, já temos religiões suficientes no mundo.
E chega...
Melhor levar com humor!
Desabafo final para o povo que ta transformando Lost em seita:
Quem não gostou do fim (o que não chega a ser exatamente o meu caso) ou quem reclama da falta de respostas ou das inconsistências graves (este sim é o meu caso) que realmente aconteceram não tem nenhum problema social, mental,psicológico, não é burro, não é por isto materialista, satanista, sem coração ou precisa amadurecer com a vida...
Rotular ou desmerecer alguém que se foca em um aspecto da vida diferente do seu não é legal. E e isto que vem ocorrendo nos debates sobre Lost.
As pessoas têm necessidades, focos e percepções diferentes. Tudo bem. Lost é uma experiência pessoal e é normal amar ou odiar aspectos da série. Mas não aguento mais ver quem amou o fim rotular, interpretar e filosofar sobre quem não gostou, como se fosse um tipo de ser superior espiritualizado. Para criar discórdia, já temos religiões suficientes no mundo.
E chega...
Melhor levar com humor!
31 de mai. de 2010
Ainda The End Parte II
Anda a muito o que ser falado sobre O Fim e sobre Lost.
E enquanto o impacto inicial vai sendo amenizado, podemos enxergar melhor algumas coisas. Realmente, deixaram em aberto tantas questões, que olhando por este prisma, entendo e encorpo o côro dos frustrados. A série que terminou, salvo algumas cenas inspiradas acho que mais pelo diretor do que pelos escritores, não é a série que assistimos durante cinco anos.
E o que me faz apreciar tanto as temporadas anteriores, me faz ter mais vontade de mandar e-mails mal educados aos "gênios" traidores dos mistérios. Rever ontem o episódio "Raiser by another" ao mesmo tempo que da saudade do tipo de "pulga atrás da orelha" que não mais teremos com Lost, aumenta a revolta com a concretização da realidade de que aquele papo de que Aaron tinha que ser criado por Claire, só para citar um dos inúmeros exemplos, era nonsense puro, como disse o blogueiro Lauro Edison, do Paralelo, na sua análise muito bem feita.
Enfim, ficou a sensação de que me venderam uma pizza de quatro queijos nobres, mas o último pedaço era mussarela barata pura, que estragou o paladar...


Mesmo assim, vou amar Lost pra sempre. Porque a série ganhou uma espécie de vida própria. E cenas como esta aqui serão sempre referência de algo muito bom. Esta, aliás, acho que lidera a lista de cenas românticas inesquecíveis em termos de intensidade. E de expectativa...
Foi o "recordar" mais forte, mas vibrante. E boa parte do resultado veio dos atores e da direção da cena. Se Elizabeth Mitchell sempre foi atriz de primeira, Josh respondeu bem!

Mancada - Ai então, não da para entender como tivemos em um momento crucial, uma situação facilmente comparável como uma sacada hilária de uma animação. Claro que na animação foi engraçado, mas em Lost não, não da para aceitar na boa.
Desde que cogitavam deixar a Ilha no avião da Ajira, eu brincava que fariam como no Madagascar II, quando os pinguins passam o filme todo consertando um avião feito no improviso com mais improviso...

E não é que tivemos algo parecido: fita isolante, solda na chuva? Só faltou Lapidus repetir as falas do capitão dos pinguins: "O avião não estará terminado até os ternos atender às nossas demandas...Perdemos um motor, e motor a dois já não está em chamas...sabemos que você não tem escolha alguma, mas obrigado novamente para escolher Air Penguin" Ah, e os macacos comissários de bordo...
Ah, sem pedrada, tá.
E enquanto o impacto inicial vai sendo amenizado, podemos enxergar melhor algumas coisas. Realmente, deixaram em aberto tantas questões, que olhando por este prisma, entendo e encorpo o côro dos frustrados. A série que terminou, salvo algumas cenas inspiradas acho que mais pelo diretor do que pelos escritores, não é a série que assistimos durante cinco anos.
E o que me faz apreciar tanto as temporadas anteriores, me faz ter mais vontade de mandar e-mails mal educados aos "gênios" traidores dos mistérios. Rever ontem o episódio "Raiser by another" ao mesmo tempo que da saudade do tipo de "pulga atrás da orelha" que não mais teremos com Lost, aumenta a revolta com a concretização da realidade de que aquele papo de que Aaron tinha que ser criado por Claire, só para citar um dos inúmeros exemplos, era nonsense puro, como disse o blogueiro Lauro Edison, do Paralelo, na sua análise muito bem feita.
Enfim, ficou a sensação de que me venderam uma pizza de quatro queijos nobres, mas o último pedaço era mussarela barata pura, que estragou o paladar...


Mesmo assim, vou amar Lost pra sempre. Porque a série ganhou uma espécie de vida própria. E cenas como esta aqui serão sempre referência de algo muito bom. Esta, aliás, acho que lidera a lista de cenas românticas inesquecíveis em termos de intensidade. E de expectativa...Foi o "recordar" mais forte, mas vibrante. E boa parte do resultado veio dos atores e da direção da cena. Se Elizabeth Mitchell sempre foi atriz de primeira, Josh respondeu bem!

Mancada - Ai então, não da para entender como tivemos em um momento crucial, uma situação facilmente comparável como uma sacada hilária de uma animação. Claro que na animação foi engraçado, mas em Lost não, não da para aceitar na boa.Desde que cogitavam deixar a Ilha no avião da Ajira, eu brincava que fariam como no Madagascar II, quando os pinguins passam o filme todo consertando um avião feito no improviso com mais improviso...

E não é que tivemos algo parecido: fita isolante, solda na chuva? Só faltou Lapidus repetir as falas do capitão dos pinguins: "O avião não estará terminado até os ternos atender às nossas demandas...Perdemos um motor, e motor a dois já não está em chamas...sabemos que você não tem escolha alguma, mas obrigado novamente para escolher Air Penguin" Ah, e os macacos comissários de bordo...Ah, sem pedrada, tá.
28 de mai. de 2010
E a ciência....
Para muita gente, querer explicações científicas para parte da estória de Lost parece ser assinar declaração de não ter alma ou mesmo um atestado de satanismo...
Pois como não sei de nada a não ser que existo e não acredito em nada além do que duvido, eu insisto em fazer parte da corrente que gosta de colocar alguns pingos nos is pela corrente científica, apesar de ter me emocionado e não ter rejeitado veementemente a linha adotada. O que eu não perdoaria mesmo era a "rolha do inferno".
E em meio a tantas colocações dispensáveis na minha concepção, encontrei uma análise muito boa com uma interpretação sobre possíveis explicações científicas para alguns pontos importantes.
É do Fabiano Franz, quem você pode conhecer melhor aqui.
Segue:
"Só elocubrando e tentando trazer um viés científico a algumas das coisas vistas ali. Gostei muito do desfecho da série, mas acredito que uma das grandes sacadas - exercícios que a série nos permite fazer agora, após o desfecho - é tentar buscar pontos de convergência entre as razões místicas e as científicas - a ciência e a fé que existe na ilha. Aí vai:
As cinzas vulcânicas, em geral de cor escura, contêm diversos elementos como níquel, enxofre e limalha de ferro. Por isso, uma onda eletromagnética em conjunto com a cinza vulcânica parece que poderia sim criar um tipo de "fumaça negra" - só não sei como isso poderia ser "controlado".
O coração da ilha seria uma profunda cratera ou rachadura que ultrapassa a crosta terrestre, chegando até a litosfera, os mantos superiores ou inferiores ou mesmo até o núcleo terrestre, onde se encontra lava vulcânica - daí a coloração quando a coisa "secou".
Dado esse "problema" na fisiologia da ilha, povos antigos poderiam ter canalizado uma vertente de água até o local, já que esse tem claros indícios de intervenção humana. Essa água, acumulada na "pia" onde está a "rolha", manteria a lava da perfuração "sob controle", evitando uma erupção que levaria a abalos sísmicos e outros tipos de tragédias na ilha - o que de fato ocorreu"
Pois como não sei de nada a não ser que existo e não acredito em nada além do que duvido, eu insisto em fazer parte da corrente que gosta de colocar alguns pingos nos is pela corrente científica, apesar de ter me emocionado e não ter rejeitado veementemente a linha adotada. O que eu não perdoaria mesmo era a "rolha do inferno".
E em meio a tantas colocações dispensáveis na minha concepção, encontrei uma análise muito boa com uma interpretação sobre possíveis explicações científicas para alguns pontos importantes.
É do Fabiano Franz, quem você pode conhecer melhor aqui.
Segue:
"Só elocubrando e tentando trazer um viés científico a algumas das coisas vistas ali. Gostei muito do desfecho da série, mas acredito que uma das grandes sacadas - exercícios que a série nos permite fazer agora, após o desfecho - é tentar buscar pontos de convergência entre as razões místicas e as científicas - a ciência e a fé que existe na ilha. Aí vai:As cinzas vulcânicas, em geral de cor escura, contêm diversos elementos como níquel, enxofre e limalha de ferro. Por isso, uma onda eletromagnética em conjunto com a cinza vulcânica parece que poderia sim criar um tipo de "fumaça negra" - só não sei como isso poderia ser "controlado".
O coração da ilha seria uma profunda cratera ou rachadura que ultrapassa a crosta terrestre, chegando até a litosfera, os mantos superiores ou inferiores ou mesmo até o núcleo terrestre, onde se encontra lava vulcânica - daí a coloração quando a coisa "secou".
Dado esse "problema" na fisiologia da ilha, povos antigos poderiam ter canalizado uma vertente de água até o local, já que esse tem claros indícios de intervenção humana. Essa água, acumulada na "pia" onde está a "rolha", manteria a lava da perfuração "sob controle", evitando uma erupção que levaria a abalos sísmicos e outros tipos de tragédias na ilha - o que de fato ocorreu"
Jack e Vincent
O Ricardo Braga, do hiper bacana blog Toon Séries, me mandou este mimo solicitado insistentemente por mim.
É a dupla que encerrou a série. Jack e Vincent! Fofo,né! Valeu, Ricardo!
É a dupla que encerrou a série. Jack e Vincent! Fofo,né! Valeu, Ricardo!
27 de mai. de 2010
The End - e o começo da Guerra
Caramba. A guerra entre os que amaram contra os que odiaram o fim de Lost já deu né...Tem radicalismo irritante dos dois lados. Há uma necessidade de provar-se do lado certo. Existe o direito de reclamar da falta de respostas para questões fundamentais. Oras. O marketing da série foi calcado nos mistérios, isto é indiscutível. Os mistérios foram instigados com produtos e estratégias focadas nisto. Entretenimento também é produto. E quem consome o produto é de, certa forma, cliente. Por isto tem o direito de reclamar.
Não acho que querer saber da origem da Ilha seja procurar pelo em ovo. Não acho que querer entender por que as mulheres não podiam ter filhos gerados na ilha ou tentar entender como o avião do irmão do Eko saiu da Nigéria e caiu no Pacífico seja ser intransigente. Aconteceram falhas de roteiro sérias. Coisas que gerariam demissão do responsável em uma empresa porque resultariam em um produto defeituoso.
Indagações fazem parte da vida. E muitos não se preocupam com elas, enquanto outros se preocupam. Ou alguns se preocupam mais com umas do que com outras. Esta diferença não denigre nenhuma das partes, são apenas formas diferentes de encarar a vida.
Por outro lado, ter adorado o fim não significa ser simplista e não ter senso crítico. Já falei, acho Lost uma experiência pessoal. Por que é difícil respeitar o "pessoal" de cada um sem querer convertê-lo a nada?
Pra mim Lost foi um exercício de tolerância com o diferente. E acho que amar ou odiar o fim não faz ninguém ser melhor do que ninguém. Tem muita gente levando a coisa como uma guerra. Parece até rivalidade de time ou discussão sobre religião ou política. Não leva a lugar nenhum.
Não acho nem necessário nem saudável defender tão ardentemente a série a ponto de criticar quem não gostou e fechar os olhos para certos pontos. Como também é totalmente desnecessário e arbitrário ofender, julgar, rotular quem curtiu muito.
Todos têm o direito de se deleitar ou de detestar o fim...
Reclamação da Mami.
Ela faz questão que eu poste isto aqui. E ela merece porque foi a primeira de casa a assistir Lost, além de ser uma viciada em série como poucos que conheço. Assiste tudo. O beijo de Jack na Kate, segundo a Mami, foi absolutamente ridículo. Foi sem emoção e sem "pegada". "Demorou seis anos para ele dar um beijo torto daqueles? Ah, tenha dó. Se eu fosse o diretor, fazia a cena 500 vezes para sair algo decente" - palavras dela.
E eu sou obrigada a concordar com quem me trouxe ao mundo. Desde o beijo da primeira temporada na Kate, passando por aquele ensaio de beijo na Juliet, Jack nunca convenceu no quesito beijos..Alguém já viu um filme com Matthew Fox beijando alguém? é sempre assim? Besides this, Matthew merece um Emmy este ano, vai. Só pela cena final, já vale.
Ps - Jates,não me odeiem...Curti o casal, Por isto mesmo, também acho que deveriam ter uma cena arrebatadora de despedida...
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