23 de jan de 2009

O destino chama - Perdidos no Tempo e A hora da Redenção


Estou ainda impactada com o retorno de Lost. Acho que não há dúvidas de que nossos roteiristas são geniais. Quando eu achava que tinha a mínima noção do que aconteceria na quinta temporada, fui totalmente pega de surpresa pela nova situação: A Ilha está se movendo no tempo. Sensacional!
A narrativa mudou: presente, passado e futuro se misturam e o foco dos episódios não são mais direcionados para um só personagem. O que nessa altura da série garante uma dinâmica espetacular.
As auto-referências continuam sendo um charme de Lost: o início de Because you Left, além de toda a surpresa com o personagem, lembrou deliciosamente o começo da segunda temporada. E o disco riscado deu o tom do que estaria acontecendo na Ilha.
Respostas, perguntas, dúvidas, surpresa, ação, humor (o que foi Hurley vestindo aquela camiseta I love Shi Tsu, hein...), Benjamin Linus...Tudo o que faz de Lost – e digo sem medo de errar – o produto televisivo mais criativo, inovador, interativo, charmoso e inteligente da Tv em todos os tempos.
E lá vou eu ficar sonhando com Lost toda noite de quinta para sexta nos próximos meses...(achava que eu era a única paranóica que tinha esses sonhos, mas ouvido a noiva do meu primo contar que sofre do mesmo distúrbio fiquei mais sossegada)

Because you Left – S05E01


Conhecemos como a Dharma descobriu a roda que move a Ilha. E parece ser uma herança de civilizações anteriores que habitaram a Ilha. Seriam dos hostis?
A aparição de Pierre Chang logo de cara foi uma grande surpresa (ao menos para mim). E Faraday infiltrado na Dharma indica possivelmente que numa dessas viagens constantes no tempo a que a Ilha está condenada até a volta dos Six os levou até os tempos áureos da Iniciativa.
Achei muito positivo a continuidade praticamente imediata (sem contar os tralala meses que esperamos para a volta da série, claro) da seqüência da movimentação. O recurso de juntar a narrativa de Bem a Jack fazendo uma breve recapitulação emendada com a reação dos que ficaram para trás foi ágil e eficaz.
Na Ilha, a mudança constante de tempo gerou uma dinâmica formidável – muito mais interessante do que se a Ilha tivesse estagnado em um período só. Vimos o avião de Yemi cair, vimos Ethan. E repentina mudança para a fase com o bimotor já caído e encoberto por folhagens me deixou uma dúvida: qual época era aquela? Tive a impressão que o avião já estava queimado há muito tempo.....talvez já depois da saída dos Six da Ilha...
Richard é sempre importante. Aparece em momentos chave. E as informações que passou a Locke deram um nó sem igual na minha mente.
Ainda na Ilha:
Faraday será mesmo fundamental.
Juliet está excelente, agindo com total equilíbrio em meio ao caos e tem uma química bacana com Sawyer. (Romance!!! Romance!!)
E Sawyer sem camisa...sem comentários. – tinha que ser aquele mala do Frogurt para dar uma camisa a ele e acabar com a alegria da ala feminina....
E Desmond: perdoem meus neurônios, mas não consegui entender por que Des é especial e só ele pode alterar o futuro....Alguém me explica???
Fora da Ilha
Ficou evidente que Sayid e Ben tiveram problemas. E fica a dúvida: Está Benjamin Linus do lado certo agora?? Michael Emerson continua sendo o catalizador das atuações de Lost. A carga emocional que ele imprime às cenas é fantástica.
Ah – e Jack ficou mansinho...bem mansinho. Diria até um cara legal, hehehehe.
A culpa que envolve todos (com exceção de Sun, que virou um bitch, com o perdão da palavra) ali é grande. Apesar da culpa, Kate parece se manter atada aos seus interesses, fato que sua mãe destaca quando disse que ela matou o pai por si própria, não para aliviar o problema da mãe. Será difícil levá-la de volta.
Ah - Interpretei o tapa de Sawyer em Faraday uma homenagem aos fãs..quer dizer: peloamordedeus me diga o que está acontecendo aqui!
Enfim, foi um início de temporada arrasador – de cair o queixo. Como acho que a maioria dos fãs deve estar, também estou tentado decodificar tudo..Entender as idas e vindas no tempo. Mas fica uma certeza: a temporada será de arrasar.

The Lie – S05E02


A exibição conjunta de The Lie foi crucial para o impacto que a estréia da temporada causou. Pois parecem terem sido pensados exatamente como complementação um do outro.
Enquanto na Ilha, o tempo continua vagando, Sawyer, Juliet e companhia estão definitivamente ferrados. Sem nenhuma infra, a sobrevivência será um desafio. Além de tudo, contam com uma vizinhança nada amigável, que vêm sabe-se lá de quando. Parecem não serem da Dharma. A pergunta: O que estão fazendo em nossa Ilha me lembrou Widmore dizendo a Ben que a Ilha é dele e imaginei se não estão em um futuro onde o pai-de-Pen-antipático-bebedor-de-whisky não conseguiu finalmente o que queria....O sotaque do cara que capturou Sawyer e Juliet me pareceu ser alemão, não acham?? E isso me lembra do grande chefão que Sayd deveria ter matado naquelas bandas...
Locke salvou o dia. E apesar do terror que foi aquele ataque (pobre Vincent correndo desesperado...) ao menos mataram aquele chato do Frogurt. Ufa. Pensei que teria que agüentar o mala a temporada toda.


Fora da Ilha – Além de retomar o resgate dos Six e a decisão pela mentira, o episódio teve maior aparição de Hurley, o que garante sempre algumas cenas cômicas.
Ah – a aparição de Ana-Lucía foi bacana. O “Libby manda lembranças” também.
Sun decididamente virou uma bith manipuladora, que culpa todos que saíram com ela pela morte de Jin. Será que Kate cairá na lábia dela? E fiquei praticamente convencida de que o pedido de exame de dns dela e de Aaron partiu da parceira Sun/Widmore. Mas uma coisa não está muito clara...Por que Sun quer matar Ben??? Como ela sabe que foi ele o responsável indireto pela explosão do cargueiro? Não teria ela que culpar Widmore também?
Jack atuando em parceria com Ben....As voltas que o mundo dá.
Uma dúvida sobre a prisão de Hurley: um dos policiais que vai a casa do pai procurar por ele, não parecia o Abbadon?
No fim do episódio: a aparição da misteriosa Ms Hawkings, dizendo a Ben que ele tem 70 horas para reunir os Six. Por um instante pensei que ela fosse a mãe de Faraday – que Desmond deve encontrar...
Mesmo que ainda nãi faça todo sentido, as peças do grande quebra cabeça que é Lost começam a se encaixar:
A Bússola que Richard mostra ao pequeno Locke...
O encontro de Ms Hawkings com Desmond....
Acredito piamente que tudo isso fará todo sentido.
E espero ansiosa pela próxima quinta!

Curiosidades/Referências

- O relógio digital que parece logo de cara marcava 8h15
- A música que toca no início do primeiro episódio é Shotgun Willie, de Willie Nelson, de 1973 - Seria uma dica para saber em que ano eles estavam naquele momento?
- Sawyer se chama de Fantasma do Natal Futuro ao bater na porta da escotilha Cisne, onde Desmond está. É uma referência à um dos espíritos que visitam Ebenezer Scrooge no livro de Charles Dickens, o autor preferido de Desmond.
- A cerveja que Lapidus carrega chama-se Jekyll Island...
- O pai de Hurley assiste um episódio do nosso conhecido Exposé. Aliás, a série também começa com o marcante "previously on ...". E o mais legal: a narração é do produtor Carlton Cuse!

E finalmente: para as garotas de fino gosto:


Thank god for this!!!!!!!!

9 comentários:

THIAGO PAULO disse...

Olá...finalmente, né? Pelo menos pra você, pois, ainda não cheguei a ver os episódios. Mais pelo que li aqui e em outros blog, as novidades foram ótimas! Assim que ver te conto oque achei! Abraços!

Petter disse...

K esse retorno de Lost foi sensacional! É muito dificil escrever sobre o quê vimos porquê foi tudo muito complexo, não?

Mais de qualquer maneira é sempre bom saber que agora teremos Lost toda semana, que beleza =P

Beijo

Ed Cavalcante (POST SÉRIES) disse...

Sou um novato em Lost, mas vi todas as temporadas agora nas férias. Da segunda em diante gostei de todas. Achei esse começo de temporada meio confuso, não porque a trama esteja enveredando por um terreno ruim, não é isso. Acho que foram muitas informações juntas. Como eu estava assistindo para comentar no meu blog, tive que ficar fazendo anotações num caderninho ao lado. Mas, enfim, adorei a reestréia!

bjin!

moviesearch disse...

Meu Deus! não consigo esperar mais. quero ver Lost 5!
(blog muito fixe, continua assim)
:)

Lile disse...

Moça, não li.
Não vou fazer isso. Porque eu quero muito ver. Em nenhuma temporada passada eu consegui segurar a curiosidade. Mas desta vez, vou.
Então... vejo você nos outros blogs, valeu?
Bjo

Leco Leite disse...

Grande Ka!!

Bom, "roubei" um trechinho do seus coment e postei lá no Teorias LOST! hehehe

Bjão!

Kaká disse...

mais um mistério para Lost: como é que a camisa do franguinho do Frogurt (ainda bem que ele morreu, também não aguentava mais) coube no Sawyer fortão?? Se ainda fosse uma do Bernard. :)

Essa estréia foi boa demais!

Dan Artimos disse...

ai ka
fico até sem palavras para o seu review... pegou todos os pontos sendo bem direta... adorei...
concordo plenamente com cada detalhe que você focou e espero mais do que ansioso para quinta, ainda bem que tenho House, The Big Bang Theory e Brothers and Sisters... rs...

netiteve disse...

O primeiro episódio foi um grande retorno para Lost. E agora com uma ideia genial: colocar todo mundo naquelas viagens do Desmond, na verdade, diferente, mas que lembra muito.

E o Daniel parece que será o foco principal nessa temporada. Ou pelo menos será o cara pra explicar as coisas pelo seu lado "científico".

Fora da ilha não chega a ser interessante, por enquanto. E até é estranho a Sun culpar o Ben pela morte de Jin. Na verdade é o Widmore, justamente com quem ela tenta se aliar. Não deixa de ser uma ironia.

--

Já o segundo episódio considero um dos mais engraçados de toda a série. Acho que nunca os personagens do pai e mãe do Hurley foram tão bem usados pelos roteiristas.

E nem era só fora, dentro da ilha também houve muita graça. Com citações até para Náufragos.

Os pulos no tempo foram até melhores que no anterior. O avião do Yemi caindo foi uma boa surpresa.

Não gostei muito de demorarem para mostrar o rosto da senhora Hawking (já estava óbvio logo que começou). Esse tipo de suspense é meio irritante, que nem o de alterar a voz para não reconhecermos de imediato alguém.

O que importa é que ela criou para os expectadores um bom suspense com sua afirmação do tempo se esgotando.

Mais e mais

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