14 de jul. de 2009
Sobre o plágio de Lost...
Jogos Mortais em Lost
Porém, o destaque é mesmo Michael Emerson, como Zepp Hindle. Não falo mais sobre o personagem para não estragar a surpresa de quem assistirá ainda a produção.

13 de jul. de 2009
Perfil Lost: Kate Austen
Uma mulher marcada pela culpa. Talvez seja muito raso definir Kate assim, mas não deixa de ser oportuno. Marcada por ter assassinado o pai e ter sido diretamente culpada pela morte de seu amor de infância, Kate encontra na ilha, como muitos outros, a chance de dar um reboot em sua vida. O problema é que seus traumas estão sempre buscando atingí-la novamente. Quando todos descobrem que ela estava no avião detida por um agente, seu passado é levado a tona e a confiança inapelável de seus novos companheiros é abalada. Aos poucos, a história é esquecida, ou momentaneamente deixada de lado, já que a ilha tem o poder de fazer com que cada um deles tenham outros focos. Encontrar comida ou abrigo era só o começo. Foram diversas as situações em que ela se encontrou na ilha, sozinha ou acompanhada, tendo sua coragem sob provação o tempo todo. Os Outros pareceram ter um interesse importante nela em algumas ocasiões, o monstro de fumaça idem. Resgatou companheiros, salvou vidas, mesmo a de um homem que ela sabia que mais tarde se tornaria seu pior inimigo, e mesmo se considerando culpada pela própria tragédia, sempre tinha um sorriso e uma palavra amiga nos momentos difíceis.Sua trajetória na ilha foi sempre ao lado do pelotão de elite dos sobreviventes. Presente quase eu todas as missões de resgate ou de exploração, logo Jack, Sawyer e companhia percebem que ela não é uma mulher delicada como parecia. Kate demonstrou muita habilidade em rastrear pessoas e coisas pelas trilhas da ilha, bem como se portou muito bem com armas de fogo. Mas o grande destaque de Kate dentre esse grupo foi ser o vértice de um complicado triângulo amoroso. Com Jack, Kate parecia encontrar um homem com quem poderia ter segurança e paz, finalmente, algo que nunca teve em sua vida. Já com Sawyer, havia uma certa animalidade que fazia parte dela e que somente ele parecia fazer surgir. Sua indefinição amorosa se mostra somente um retrato de sua personalidade complicada. Kate está sempre escondendo algo. As vezes, de si mesma. E exatamente por isso, ela nunca consegue se firmar. Quanto parece conseguir se estabelecer, ela fica desconfortável e seu primeiro impulso é fugir.
Depois de um recomeço na ilha, Kate foi uma das personagens que conseguiu sair de lá. Foi uma das chamadas Oceanic 6 e, ao chegar ao continente, ou ao mundo real, acabou inevitavelmente sendo levada para julgamento pelos crimes que cometera. O principal, motivo de ter sido perseguida por anos pela polícia, é o assassinato do próprio pai, homem violento e alcoólotra que abusava de sua mãe e que, por algumas vezes, quase abusou sexualmente da própria filha. Ainda assim, mesmo sua mãe e condenou e a entregou sempre que pode. Fugiu, se escondeu, rodou o mundo e fora presa na Austrália, de onde estava voltando quando entrou no voo 815. Acabou conseguindo fazer um acordo com a acusação, no qual não poderia sair do estado. Ela aceita e sua missão de vida acaba sendo cuidar do filho de Claire, o qual assumiu como seu para todos, inclusive para ele mesmo. Consegue se acertar com Jack, de quem fica noiva, mas os problemas de vício do médico e as brigas nas quais se envolviam, algumas inclusive exatamente por ela esconder algo dele, os distancia. Enquanto ele se afunda no alcoolismo e na depressão, ela segue sua vida, de certa forma bem, pois ainda tinha Aaron.
Três anos depois, os fantasmas do passado voltam a assombrar a senhorita Austen. Advogados a procuram questionando a sua verdadeira maternidade. Há um movimento para que todos voltem à ilha e, mesmo negando em um primeiro momento, ela volta atrás e decide encontrar Claire, de quem ela acredita que Aaron jamais deveria ter sido tirado. Mais uma vez, a culpa a assombra. E talvez seja esse o grande motor de Kate. As suas ações mais importantes não são movidas a desejo, ou ganância, ou sonhos, mas sim a culpa. E logo ela descobre que não importa o quanto possa fugir. A culpa sempre estará ao lado dela.
Se não é uma grande heroína, certamente não há alguém que tente o ser mais do que ela. Não para ganho próprio, como dito anteriormente, mas porque parece que Kate sempre está buscando se redimir de seu passado. E se os heróis cometem os maiores erros, os dela sempre estão interferindo na vida de seus companheiros. Jack, Kate, Juliet, Aaron, Claire, Ben... de uma forma ou de outra, todos tiveram suas vidas dependendo das ações dela. Talvez estas nunca tenham sido as melhores, mas estiveram sempre desprendidas de satisfação pessoal. Tal como um mártir, Kate não é o nome que ficará na história, o que é exatamente o que ela quer. Não ser lembrada. Não ser reconhecida. Ela acredita que não merece. Quicá, esteja certa.Palavra da Karen
Kate é egoísta. Matou o pai por capricho. “Raptou” Aaron por capricho. Casou e abandonou o marido por capricho. Provocou a morte do ex-namorado por capricho. Jogou com James e Jack por capricho. Kate é a típica garota imatura que usa charme para conquistar o que quer. Usa pessoas e se faz de boazinha. Atrapalha relações duradouras e não tem objetivos definidos. Denigre a imagem feminina com sua apelação barata ao sex appeal vulgar. Inquieta e sempre com segundas intenções, ela transforma seus atos em alavancas traiçoeiras que influenciam a vida de terceiros.
Não teria chegado a hora de Kate crescer?
11 de jul. de 2009
Perfil Lost: Juliet Burke
Juliet Burke é a personagem de quem as mulheres podem se orgulhar. Figura feminina emblemática, Juliet é meiga e forte. Representa a determinação e a fragilidade que tornam as mulheres seres tão míticos.A loira consola, releva, mas sabe atacar. Lida com a vida e com as pessoas com toda sensibilidade. Mas sabe exatamente como sobrepor a determinação de forma firme e indiscutível. Se sacrifica sem remorso e não desiste. Juliet traz à tona exatamente a flexibilidade feminina que faz com que consigamos cuidar de filhos e enfrentar uma reunião com executivos, por exemplo – a dualidade de manter na alma a leveza e a força, a sanidade e a loucura. E esta característica marcante que Elizabeth Mitchell soube muito bem conferir à personagem garantiu uma enorme empatia com o público.
Como a maioria das mulheres, a conquista pela maturidade e segurança emocional não foi fácil. Jules viu o casamento dos pais ruir ainda criança. Teve um primeiro casamento péssimo com um homem dominador e egoísta.
No auge da carreira, recebeu um convite *"que não pode recusar” e acabou na Ilha. Logo o que pareceu seu pior pesadelo: estar presa aos jogos e chantagens de Ben – ou seria de Jacob – acabou sendo o fortalecedor de sua personalidade. Foi moldada pela Ilha, pela dureza de ser uma Outra, que ela mesmo chegou a definir como estressante, e que a fez aprender a lutar pelos seus objetivos a qualquer custo.
Paralelamente, o começo da personagem teve uma repercussão complicada. As ações da médica que parecia fazer qualquer coisa para sair da Ilha a tornaram antipática aos simpatizantes dos losties.
Mas Jules travava uma guerra particular com Ben e talvez mais do que sair da Ilha, ela queria se livrar da sua obcecada perseguição. Hoje isto é totalmente compreensível.Atormentado pela paixão que sentia por Juliet, o líder dos Outros foi capaz de mandar seu primeiro rival, Godwin, para uma armadilha, que ele sabia, hora ou outra, seria mortal.
Com mais uma complicada carga emocional nos ombros, Juliet faria qualquer coisa para se livrar da prisão que sua vida se tornou e forjou uma carapaça de frieza. Aprende que está em guerra. E nesta guerra precisará de aliados.
Aposta em Jack, pedindo que mate Ben na cirurgia. Mata Picket para fazer valer o acordo que garante sua saída da Ilha. E vê sua sorte acabar ao ver a destruição do submarino.
Mais uma vez nas mãos de Ben, Juliet é obrigada a apostar em uma mentira. Mas desta vez, sua força real ressurge de forma definitiva. Ela joga na verdade para vencer o medo que sempre teve de acabar na Ilha. Como pessoa íntegra e coração bom, escolhe o lado que quer ficar.
A aceitação não foi fácil. Tanto com os losties, como com o público a confiança foi uma difícil conquista, que se revelou definitiva. Definitivamente integrada aos losties, se mostra fundamental na resolução das crises. Apazigua e defende. Toma à frente e se envolve.
Mas a trajetória da loira é triste. Por tantas vezes se viu na eminência de sair da Ilha. Por tantas vezes se viu frustrada. E por outras tantas renasceu das cinzas.
Deixada para trás, Jules foi decisiva na sobrevivência pós viagem no tempo. E reconstruiu sua história. Ao lado de James, ela foi feliz por três anos.
A continuidade desta história me dói a alma. Porque ao detonar a Jughead, a personagem feminina que mais lutou pela felicidade parece ter sido sacrificada. Mas a estória só acaba quando termina. E tenho esperança de que ainda há algo preparado para seu ela até o fim de Lost.
Jules faz partos e conserta carros. Atira e ama. Prepara o jantar para o marido e toma decisões que sabe terem repercussão negativa. Conquistou James, o bad boy típico inimigo de relacionamentos, que ao sentir sua perda, a valorizou como nunca. Porque ele sabia que entre ela e Kate, a possibilidade real de felicidade estava ao lado da mulher verdadeira, inteira, completa.Se conhecemos uma Juliet de caráter duvidoso e desconfiamos de suas intenções por tempos, hoje acho que é praticamente unanimidade a bondade da médica.
O olhar que lança ao submarino que se vai para o continente quando deixa a embarcação no episódio O Incidente simboliza o quanto uma mulher pode deixar ao fazer as escolhas corretas. Corretas para a vida, não melhores para ela. E é aí que Jules se torna a imagem feminina que prefiro tomar como símbolo. Porque indiscutivelmente, Juliet escreve uma estória digna de ser contada.
* referência ao filme Poderoso Chefão
Palavra do Paulo
Juliet surgiu como uma Outra diferente. Não parecia estar tão certa de suas ações como todos os outros do seu grupo. E, com o tempo, conseguimos saber exatamente o porquê. Mulher forte e de fibra, aos poucos acabou conquistando a confiança do grupo dos passageiros do vôo 815, tocando corações, tomando decisões difíceis e que ninguém mais teria coragem de tomar e, sem dúvidas, se tornou parte deles. Acabou, ela mesma, tornando-se uma sobrevivente, não de um acidente de avião, mas dos percalços e das rasteiras que a vida lhe apresentou. E o sacrifício é a sua redenção.
9 de jul. de 2009
Promo - Roma
Nenhuma novidade ainda, claro. Mas o clima já é notadamente de despedida (snif).
Assim que conseguir uma versão melhorzinha, eu post, ok....
A dica veio do blog espanhol Carlost.
3 de jul. de 2009
Jack já foi Charlie
Isto mesmo. Matthew Fox, o nosso Jack, teve seu primeiro momento de glória na Tv ao interpretar Charlie Salinger, o primogênito de uma família formada por cinco irmãos que perdem os pais em um acidente. O seriado era Party of Five (O Quinteto por aqui) e chamou atenção para o jovem ator, que rapidamente se tornou sex simbol.Transmitido pela Fox entre 1994 e 2000, o drama teen lançou vários atores: Scott Wolf, Neve Campbell e Jennifer Love Hewitt, além de Matthew.
Particularmente, gostei das primeiras temporadas. Depois acho que o dramalhão foi exagerado.
Selos
Hoje eu comemoro (além do tri, hehehehehe), a gentil oferta de dois selos para meus blogs.
O Blog de Outro foi oferecido pelo Paulo, do Pensando Imagem e Som ao Defenda a Ilha e pela Lilly, do Seriados, Filmes e Afins ao Mundo de Lyra.Já o Pura Magia foi dedicado pelo Altieres, do Tomada 7 aos dois.
Muito obrigada, amigos.
E como sou de quebrar regras e como toda libriana, não gosto de escolhas, eu dedico a todos os blogs que sigo. Porque, afinal, se eu sigo é porque são bons, né...
Perfil Lost: Jonh Locke
Locke é um desafortunado. Um homem escolhido pela vida para passar por todos os tipos de provações possíveis. Nasceu prematuro, doente e órfão de pai; foi levado para adoção pela avó. Enfrentou tragédias em sua família adotiva, foi alvo de chacota no colegial por ser mais interessado em ciências do que em esportes ou coisas mais populares. Ainda assim, negou por várias vezes aceitar um caminho para o qual estava predestinado. “Não me diga o que eu não posso fazer” é a sua resposta quando a vida lhe mostra o caminho que ele inexoravelmente deveria seguir.
Já adulto e mais velho, Jonathan Locke trabalha em uma loja de departamentos e tem uma vida simples. É encontrado por uma mulher que diz ser sua mãe e que ele fora gerado imaculadamente. Descobre que ela tem um histórico de doença mental e que seu pai estava vivo. Mesmo com tantas privações, ele se permite ir atrás desse seu passado. É recebido de braços abertos por Anthony Cooper e se sente parte de uma família, pela primeira vez. É enganado, doa seu rim para o homem que some depois do transplante. Ao tentar superar o trauma, conhece Helen, mulher pela qual se apaixonaria e que quase se tornou sua esposa, não fosse o envolvimento de Locke novamente com eventos criminosos do pai. Tentou viver em uma comunidade onde acreditava ter encontrado pessoas que realmente poderiam gostar dele, mas novamente foi enganado, já que ajudou a encobertar uma plantação ilegal de maconha e quase matou um policial por isso. Quando encontra seu pai mais uma vez, tentando lhe convencer a não palicar mais um golpe em uma boa família, aquele mesmo homem que roubara seu rim e que o fizera perder a amada o derruba de uma altura de 8 andares, queda da qual Locke sobrevive milagrosamente, mas que lhe tira os movimentos das pernas.
Trabalhando em uma companhia que faz caixas, sendo novamente motivo de riso entre os colegas de trabalho e sem mais nada na vida, ele decide ir a uma expedição. Uma viagem pela Austrália selvagem, de onde deveria voltar renovado, segundo conselho de um enfermeiro que depois descobriríamos ser Matthew Abaddon. Ao que a companhia que promove o chamado “Walkabout” nega sua jornada por descobrir que ele era paralítico e que ele não poderia fazer aquilo, Locke se revolta contra a própria condição mais uma vez. “Não me diga o que eu não posso fazer” é o que ele brada ao homem, mas o grito era quase uma explosão com o próprio mundo que lhe virara as costas. Locke era um desgraçado.
Caiu na ilha no vôo 815 quando voltava da Austrália para os Estados Unidos e lá, se descobre um novo homem. Acorda com os movimentos do corpo restaurados em meio ao caos da queda. Se mostra um caçador exímio, um homem preparado para as condições extremas da ilha como nenhum outro passageiro daquele vôo, alguém que, ao contrário de todo o resto, não lutava contra aquela situação e sim a entendia como a sua verdadeira redenção. Como se aquele fosse o único lugar do mundo para ele. Como se ali ele fosse o único lugar onde era ele quem decidia o que poderia ou não fazer. Ali, ele se permitiu novamente acreditar. O homem que havia sido traído por tudo e por todos em quem acreditou continuava com uma confiança inabalável em sua crença.
Um homem de fé, se antepondo ao homem da ciência, Jack, que àquela altura se tornava o líder do grupo de sobreviventes. Tal como o filósofo de quem herdou o nome, John era a ponte, na ilha, entre a civilização que o desprezara e a natureza que o abraça na ilha.
Locke passou por todas as provações possíveis, e sempre acreditou. Acreditou nas pessoas, acreditou na ilha e, principalmente, acreditou em si. Acreditou que poderia decidir, ele mesmo, o seu caminho. Mas só esteve em paz consigo mesmo quando passou a acreditar que havia algo maior que ele que deveria ser feito. Teve fé, mesmo não sabendo em quê exatamente. E foi capaz de dar a vida pelo que acreditou. Na ilha, continuou sendo traído pela própria crença. Foi baleado, foi ferido, foi enganado, foi renegado, foi acusado... Mas a sua crença se tornou inabalável. Somente ele poderia dizer o que ele era capaz de fazer. Depois de dar a vida, o que mais pode-se esperar do homem da fé?
É impossível não pensar em Locke e sentir uma certa melancolia. A complexa equação formada por abandono e muita ingenuidade resultou em uma das mais marcantes figuras da TV.
Ele chega à Ilha com a fragilidade emocional renovada por um milagre. E pronto para o que considera sua grande missão. Mas nada foi fácil. Locke viu suas certezas se dissiparem com o tempo. Foi enganado pela pela Ilha e se tornou o sacrifício maior, só não sabemos ainda para que. Parece estar morto. Será este o fim do personagem? Eu acho que não...
Aqui review do primeiro e um dos mais marcantes episódios centrados em Locke na vis]ao do Leco, do ótimo Teorias Lost