4 de fev de 2010

LA X - Segunda Chance

O que foi e o que poderia ser.
A incrível chance de viver duas vezes a mesma vida e poder optar por diferentes escolhas é o mote desta que será a última temporada da série que mexeu com nossos nervos, nossa imaginação e colocou tantas indagações em nossas mentes.
É um caminho fantástico. E uma opção ousada de narrativa, como haviam explicado os produtores. Da mesma maneira que parece ter agradado, poderia ter sido desastrosamente desaprovada. Por bem, foi colocada em prática de forma brilhante e o público em geral teve mente aberta para absorver as possibilidades.

Combinei com meu parceiro Paulo de comentar relações e personagens. Tarefa que se mostrou duplicada após ver o episódio de estréia LAX: tudo será em duas dimensões, dois olhares. Temos os personagens com oportunidades desmembradas de vida. O que aconteceu, aconteceu. Mas o que poderia ter acontecido também se tornou real, já que temos uma realidade paralela, não alternativa (flash sideward). Ou seja, está acontecendo. É real. Sensacional!

Jack pareceu me diferente em ambos os universos. No avião que aterrissou em Los Angeles, ele parecer o único a sentir algum efeito do bizarro acontecimento. Parece ter sensações diferenciadas dos outros. Mantém a postura pró-ativa e salva Charlie (aliás, torci para ele morrer de novo). Mas algo está diferente do médico que conhecemos na segunda temporada. Ele parece mais sereno, mais receptivo. E em uma cena linda, se oferece para avaliar o caso de Locke, que voltamos a encontrar paraplégico. Seria um ato natural do Jack daquela realidade ou um efeito do remorso que o Jack da Ilha sente pela morte de quem tanto confrontou?
Perdido continua o dr. Shepard da Ilha, aliás. Arrependido, humilde e desarmado. Seja como for, prefiro estas novas versões do Jack àquela da terceira e quarta temporada.
James volta a ser Sawyer. E Josh deu bem conta do recado para interpretar as duas facetas do ex/atual golpista (que confusão!!!). Sarcástico e aparentemente sacana, o Sawyer do avião é a versão divertida e irreverente que se tornou tão popular em Lost. Na Ilha, ele é um caco. Está despedaçado, amargurado, arrependido, perdido, dolorido. É de dar dó. O que acontece com alguém que perde a referência – no caso, Juliet – de tudo o que pode ser bom na vida? Amargura. Como já disse Ben: se sua dor se tornar raiva, nunca irá embora. Acho que este é o caso do James.
Se o James da Ilha parece ter perdido a chance de felicidade, o Sawyer de Los Angeles tem um mundo de possibilidades. Inclusive a de encontrar Juliet, que com a Ilha afundada (o que foi aquilo!) deve estar levando sua vida em Miami. O aparentemente convite para um café deve ser indicativo de que algumas coisas se repetem. Ou será que todas?
(Sobre a morte de Juliet – me recuso a comentar: brincadeira de mau gosto! Quando já tinha me conformado com a saída dela da história, surge uma esperança rapidamente trucidada naquela cena desesperadora de tão triste).
E Kate continua Kate. Em Los Angeles ou na Ilha, ela não mudou as listras. E não que isto seja necessariamente bom.

Locke. O tão sofrido Locke pode ter a chance de voltar andar pelas mãos de Jack. Se o da Ilha teve um fim patético, podemos ter esperança de que John se encontre fora dela. Seria uma ironia..Mas é exatamente esta possibilidade de termos resultados positivos a partir de circunstância totalmente impensadas da segunda chance que torna fascinante esta abordagem de realidade paralela.
E se a Ilha perdeu Locke, sua forma passa a ser a morada do misterioso inimigo de Jacob, ou o tal monstro de fumaça. Surge mais um personagem forte, que dominou até o rei da manipulação Benjamin Linus e que parece ser o grande centro nervoso de tudo nesta temporada.
Pessoalmente, simpatizei com ele. Não somente por tender sempre a gostar mais dos bad guys, mas porque acho Jacob uma farsa. E ele parece ser o único disposto a desmarcará-lo.
Explico: Jacob me parece um manipulador sonso que brinca com o destino das pessoas, leva pra Ilha quem ele quer, se suporta em um bando de fanáticos violentos. Tudo fazendo apologia do livre arbítrio...Me soa bastante hipócrita. Por isto não acho que existe lado do bem ou do mal. São dois lados da mesma moeda. E só.
E menção honrosa para Terry O’Quinn, simplesmente perfeito na interpretação dos dois personagens.

E Lost voltou. Desta vez pela última vez. E dói dizer isto. Porque a série consegue se renovar a cada ano e nos hipnotizar sempre.

E o fim já tem data: 23 de maio.

5 comentários:

Kaká disse...

Também achei o Jack diferente no avião, mas depois pensei e não tinha como saber como ele seria se não tivesse caído na ilha. Mas a veia do conserta tudo ainda está lá: salvou o Charlie e se ofereceu para uma consulta com o Locke. "Nada é irreversível". Confesso que eu também prefiro esse Jack atormentado do que os das temporadas passadas.
Pena do Sawyer, mas eu a-do-ro ele sacana e espero ansiosamente como ele vai ser em Los Angeles.

Ótima estréia de temporada!

Thiago Paulo disse...

No começo achei os Flash sideward estranhos, mas depois me acostumei.

Na verdade, a parte que sempre gostei mais foi a da ilha, porém, essa nova narrativa está bem interessanto. Porque vamos poder fazer a comparação, e ainda existe um fotos semelhantes, né? Tipo, o jack pedir a caneta para Cindi, para assim salvar o Charlie.

Achei muito legal isso, e até fiquei pensando se esses flashs não são oque aconteceria depois do final da série. Se é que me entende?!

Abraço.

Adelson Smania disse...

Olá, Ka!

Ufa, finalmente nossa longa espera terminou! Adorei seu comentário, ficou ótima a comparação entre os dois lados de cada personagem.

Eu comecei a assistir o episódio sem ler um spoiler sequer. Absolutamente nada sobre a sexta temporada. Então, fiquei totalmente perdido ao ver as duas realidades acontecendo simultaneamente! O que fico imaginando agora é como tudo isso terminará? Não faz sentido continuar com duas realidades. Ou faz? risos

E, ao contrário de você, não me simpatizei com o "cara da fumaça". (Espero que logo dêem um nome a ele para facilitar nossos comentários!) Jacob me pareceu um tanto amargurado em sua participação. Imagino que teremos uma boa explicação para isso.

Mal posso aguardar pelo próximo episódio! Isso é fantástico em Lost.

Um abraço!

Equipe ToonSeries disse...

Estou achando demais as cenas deles na realidade alternativa "sem acidente", achei meio capenga a explicação que deram para Shannon não estar no avião, visto que a atriz se recusou a retornar nesta temporada,
mas ainda espero rever alguns personagens queridos como Eko, Ana Lucia e Michael.
Algumas coisas fazem você pensar: qual o sentido do "funcionou" da Juliet morta para Miles, e o Sayid ressucitado não seria na verdade o inimigo de Jacob em seu corpo, daí a resposta para a mensagem de Jacob deixada com Hugo, se ele morresse eles estariam perdidos?

Mal posso esperar pelo próximo episódio.

Bjs

Ricardo Braga
Equipe ToonSeries

Lilica disse...

Kah!

Mega bacana sua visão da realidade alternativa. Compartilho isso com vc.

Eu torço muito pela felicidade deles e acho que essa segunda chance é mais do que merecida.

Locke me pareceu sereno, conformado e principalmente feliz, coisa que nunca foi na ilha. Achei lindo a cena dele com Jack. E não tenho duvidas que Jack será capaz de curar esse Locke.

Sobre Juliet, eu acho que na transição da vida entre a morte, ela visitou essa realidade alternativa, algum momento em que estava justamente tomando café com James e por isso quis tanto dizer para ele que funcionou.

A Kate da realidade alternativa é a velha egoista que faz tudo por si. Mas a da ilha me pareceu diferente. Vamos ver.

Super beijo e obrigada pelo comentário no Café com Cuca.

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