

Aqui foto de Josh na Criativa. Lindo também.
Psicologicamente, Lost é um laboratório de complexos e frustrações. Eticamente é sempre ponto de partida de discussões. E filosoficamente, não deixa a desejar em polêmica.
Seja como for, o Locke que conhecemos na Ilha realmente foi enterrado. Porque o que está na realidade paralela, é mais atormentado e sem propósito. E curiosamente, parece não ter um passado tão desgraçado, apesar da deficiência física. Está noivo, tem bom relacionamento com o pai - que não deve ter roubado seu rim. Enfim, ele teria mais motivos para ser o homem de fé que era na realidade que conhecemos. Ou será que o excesso de desgraças na vida aumenta a possibilidade de ser crente? É só uma indagação?
O melhor respaldo desta bizarrice toda é que teremos Emerson e O'Quinn contracenando novamente no mundo aparentemente melhor para todos - inclusive Hurley - em que o psicopata Benjamin Linus é um professor de história...Onde a amizade dos dois os levará fora da Ilha?
Tivemos ainda o envolvimento de Locke Vader com James, o totalmente jogado ex golpista e ex chefe de segurança, que, coitado, deve estar se perguntando o que faz da vida agora.
Aposto final - só eu me assutei com o molequinho estranho? Sinceramente, não tenho ideia de quem seja. MAs achei a vestimenta dele muito parecida com a que Locke usava lá pelas primeiras temporadas.
O que Kate faz todos sabemos. O que este episódio mostrou foi uma Kate percebendo exatamente que esta redundância de personalidade que não a levou a lugar algum. Enquanto em 2004, ela mantém a postura, o que nos mostra que talvez seja um caminho que ela percorrerá novamente, na Ilha, a fugitiva sente que perdeu James, a quem talvez nunca tenha tido.
E se tratando de perdas, ganhos e redenção, James sofre como nem ele imaginava a perda de Juliet. Foi tocante a atuação de Josh, assim como a conversa dele com Kate. Ali mais do que nunca, foi o ponto final. Um ponto repleto de remorso, culpa, arrependimento. Das duas partes. Foi uma bela cena, daquelas que faz Lost ser um drama de personagens, além de uma série revolucionária. Ainda bem.
Na realidade paralela, Kate e Claire se conectam. Surge uma empatia, apesar do começo turbulento com seqüestro e tudo. Seria sinal de que todos eles se cruzarão? Todos estão destinados a se relacionarem? Onde as variáveis os levarão? Cometerão os mesmos erros e se encontrarão repletos de culpas dali três anos como acontece com Kate?
E falando em Outros, o novo líder apresentado a nós nesta temporada: Dogen, interpretado por um ator que gosto muito,Hiroyuki Sanada, de O Último Imperador, aparenta ser um personagem importante. Se tem boas ou má intenções, não sei. Mas tem carisma, teve equilíbrio ao compor o personagem e promete render bem.
Amanhã comento detalhadamente.