19 de fev. de 2010

Mais capas para Lost

Matthew ta lindo, vai...



Aqui foto de Josh na Criativa. Lindo também.

18 de fev. de 2010

O Substituto - s06e04

Psicologicamente, Lost é um laboratório de complexos e frustrações. Eticamente é sempre ponto de partida de discussões. E filosoficamente, não deixa a desejar em polêmica.
A grande questão atual é quem é do bem e quem é do mal. Mas será simples assim? Locke Vader representa o lado sombrio da força? E Jacob é o mocinho cheio de boas intenções que tenta defender seus pupilos do mal sem a decência de explicar por que?

Os seguidores de Jacob sempre me pareceram mais um bando de fanáticos crédulos de um clube fechado. E violentos. Os Outros atiram sem piscar. Capturam sem questionar. Parecem sempre agir sem discerimento, seguindo ordens superiores. Estão mais para uma uma seita do que um projeto de comunidade que eu gostaria de estar, já que o livre arbítrio de Jacob soa como hipocrisia religiosa do tipo: "olha, deus te ama. Não impõe a vontade, mas você vai fazer o que ele quer porque é assim que tem que ser!?!".
Talvez sejam mesmo os bonzinhos, como dizia Ben, e tenham um bom motivo para aquilo. Mas por enquanto, entendo a disputa Jacob x Locke Vader como algo entre a liberdade, mesmo que para estar do lado errado e o condicionamento cego de um talibã.

Seja como for, o Locke que conhecemos na Ilha realmente foi enterrado. Porque o que está na realidade paralela, é mais atormentado e sem propósito. E curiosamente, parece não ter um passado tão desgraçado, apesar da deficiência física. Está noivo, tem bom relacionamento com o pai - que não deve ter roubado seu rim. Enfim, ele teria mais motivos para ser o homem de fé que era na realidade que conhecemos. Ou será que o excesso de desgraças na vida aumenta a possibilidade de ser crente? É só uma indagação?
Triste fim do Locke de fé, que teve no seu assassino o orador do seu funeral.
Abro aqui um aposto para ressaltar Michael Emerson, que mesmo com poucos minutos de participação nos dá um dos melhores momentos do episódio lamentando por tê-lo matado em pleno enterro. E pareceu sincero.
Emerson merece cada diálogo bizarro que os roteiristas escrevem para ele. Como merece!
O melhor respaldo desta bizarrice toda é que teremos Emerson e O'Quinn contracenando novamente no mundo aparentemente melhor para todos - inclusive Hurley - em que o psicopata Benjamin Linus é um professor de história...Onde a amizade dos dois os levará fora da Ilha?
Claro que a aparição de Ben e Ethan no mundo paralelo nos deixa repletos de indagações sobre o que ocorreu, como saíram de lá, se é que um dia chegaram a estar na Ilha. Mas realmente, mesmo a esta altura, não me importo nem um pouco com perguntas. Isto é se Lost. Ame-o ou deixe-o.

Tivemos ainda o envolvimento de Locke Vader com James, o totalmente jogado ex golpista e ex chefe de segurança, que, coitado, deve estar se perguntando o que faz da vida agora.
Os argumentos do interlocutor podem não ser todos verdadeiros, a ideia central pode estar distorcida. Mas a esta altura, quem quer ser o substituto na defesa da Ilha do Terror assombrada por garotinhos loiros? Quem aguenta mais ser sequestrado e encapuzado pela Ku Klux Klan da pedra branca?
Ah, eu também iria para o lado negro da força. Ah se iria!

Aposto final - só eu me assutei com o molequinho estranho? Sinceramente, não tenho ideia de quem seja. MAs achei a vestimenta dele muito parecida com a que Locke usava lá pelas primeiras temporadas.

12 de fev. de 2010

Ela está de volta

E amendrontadora, por sinal...








LOST Untangled - What Kate Does



Por Teorias Lost

11 de fev. de 2010

What Kate does - s06e03

Primeiro, desabafo:
Blogo por prazer de falar sobre algo que me encanta. Porque é legal trocar idéias sobre Lost, conjecturar sobre os mistérios e analisar o desenvolvimento psicológico dos personagens. Antes, a primeira coisa que eu fazia após o episódio era correr para a net para ver se alguém tinha entendido algo diferente na trama, se tinham percebido detalhes que perdi. Hoje, sinceramente, entrar nos blogs e fóruns, em sua maioria, virou um saco, com o perdão do termo.
No geral, perdeu-se a essência do debate em torno de teorias, detalhes, personagens. O que se lê são críticas desconfortantes para quem tem na série um grande prazer para aliviar o estresse do dia a dia, do trabalho, do mundo real. De repente, formou-se um oceano de críticos de tv. Onde estudaram não sei. Onde se aprofundaram em técnicas, muito menos. Talvez seja reflexo de que minha idade não acompanha a onda ranheta da geração que inundou a net de sites de séries, mas sinceramente, depois de ontem, quando curti o episódio e vim cumprir meu ritual, passo a contar nos dedos de uma mão, onde passarei para ler sobre Lost.
Não se trata de desrespeitar opiniões. É que simplesmente, não tenho paciência para os impacientes. Os palhacinhos já abandonei há tempos.
Não confundam senso crítico com intolerância e ranzinzisse. Não percam tempo com o que desagrada. Não se apeguem em despropósitos.
Pena que esta força detonadora da blogosfera – não falo só do blogueiro, mas dos internautas interagentes, não seja usada para meter a boca nos políticos, nos preconceitos, nas vulgaridades, na falta de valores, etc.
Dito o que estava engasgando, vamos ao que interessa. Para quem sabe curtir.

O que Kate faz todos sabemos. O que este episódio mostrou foi uma Kate percebendo exatamente que esta redundância de personalidade que não a levou a lugar algum. Enquanto em 2004, ela mantém a postura, o que nos mostra que talvez seja um caminho que ela percorrerá novamente, na Ilha, a fugitiva sente que perdeu James, a quem talvez nunca tenha tido.
O questionamento de Jin: e você, Kate, com quem se importa? foi a pergunta que sempre soou em qualquer atitude dela. Voltando para Jack, voltando para James, Kate fugia dela mesma. E nesta, além de ganhar desafetos e magoar muitos, perdeu a oportunidade de ter paz.
Ficou claro o fim de qualquer possibilidade de um relacionamento com James. Não é apenas pela minha amiga Jate querida, a Lilica, mas realmente, acredito que Kate tem no amor de Jack a redenção. Como Juliet foi para James, Jack representa valores que a fugitiva precisa vivenciar.
E se tratando de perdas, ganhos e redenção, James sofre como nem ele imaginava a perda de Juliet. Foi tocante a atuação de Josh, assim como a conversa dele com Kate. Ali mais do que nunca, foi o ponto final. Um ponto repleto de remorso, culpa, arrependimento. Das duas partes. Foi uma bela cena, daquelas que faz Lost ser um drama de personagens, além de uma série revolucionária. Ainda bem.
Na realidade paralela, Kate e Claire se conectam. Surge uma empatia, apesar do começo turbulento com seqüestro e tudo. Seria sinal de que todos eles se cruzarão? Todos estão destinados a se relacionarem? Onde as variáveis os levarão? Cometerão os mesmos erros e se encontrarão repletos de culpas dali três anos como acontece com Kate?
Quem também padece de culpa é Jack. Voltando a aparentemente se proteger pelo riso irônico, o médico parece arrependido do salto de fé. E caminha para realizar ações sem saber como medir as consequências. Você confiaria nos moradores do Templo? Difícil.
E falando em Outros, o novo líder apresentado a nós nesta temporada: Dogen, interpretado por um ator que gosto muito,Hiroyuki Sanada, de O Último Imperador, aparenta ser um personagem importante. Se tem boas ou má intenções, não sei. Mas tem carisma, teve equilíbrio ao compor o personagem e promete render bem.
Ainda tivemos reintroduções de mistérios: a infecção e o desaparecimento de Claire. Mas sobre isto, o Paulo vai falar depois. O que ficou claro é que estão construindo o caminho para a linha de chegada. E é muito bom ter certeza disto. No mais, falem o que quiser, Lost é muito bom e vai fazer falta ano que vem.

10 de fev. de 2010

What Kate does

Amanhã comento detalhadamente.
MAs destaco já:
- Interessante reintrodução de questões abertas.
- Novo personagem carismático e importante.
- Retornos.
- Foco nos conflitos emocionais dos personagens, um dos grandes trunfos de Lost com atuações excelentes.
- Uma nova equação com variáveis que convergem para os mesmo resultados.
- "Claro que ele não está morto, é um torturador que atira em crianças, por que não teria de uma nova chance?", James, fantástico!

Hei, críticos "profissionais" de plantão: temporadas de seriados têm introdução, desenvolvimento e ápice climático para o desfecho. Tomem um prosaquinho, umas doses de tequila e relaxem. Ano que vem não tem mais, então curtam a viagem!

LA X - AXN

Para quem curtiu o episódio ontem pelo AXN. Comentários aqui

Mais e mais

Related Posts with Thumbnails