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23 de ago. de 2010

Cena deletada - só o Vincent salva mesmo...

Porque só o Vincent salva a sexta temporada, ai vai uma cena deletada com o peludo.

(queria saber porque deixaram o cão de fora da vida pós morte?? foi para não comprar briga com fanáticos religiosos em geral? - e antes que eu esqueça, mais uma vez: vão se ferrar, Darlton! - ira eterna por vocês)

17 de ago. de 2010

Erros de gravação - Sexta temporada

Uma amostrinha grátis dos erros de gravação da sexta temporada.

ps - ainda tenho esperança que Jacob, ralo ou rolha do inferno, zelador da ilha e luzes em geral façam parte dos erros de gravação.
Seria a única chance de redimir Carlton Cuse e Damon Lindelof de terem se tornado os Dungas da TV - conforme o tempo passa, mais ridícula e medíocre se torna a sexta temporada, assim como a reputação da duplinha dinâmica.

26 de mai. de 2010

Ainda The End - Parte I

Muitas coisas marcaram O Fim.
Analisando friamente...não. ainda não consigo analisar friamente. Talvez daqui um mês eu consiga.
Mesmo assim, tento interpretar um pouco do que vimos. O que é claro, cada vez mais, é que Lost é uma experiência pessoal, muito pessoal. muitos odiaram - dentro das suas razões, outros amaram, dentro dos seus conceitos - ou não. Minha mãe é altamente espiritualizada e não curtiu o fim. Eu sou totalmente desligada disto, mas fui tocada por algo (não, não me converti a nada. Só fiquei com uma sensação de que seria ótimo se tudo em que não acredito fosse verdade).
A vida pós morte poderia ter sido deixada de lado. Poderiam até lançar um dvd editado, não..ou com opção, tipo o comentário do diretor.
O que achei ótimo mesmo - talvez porque não esperasse nada de impactante do fim - foi a cena final e a sensação de que a estória da Ilha foi contada - de forma irregular, com incosistências de roteiro. Mas foi.
E foi legal acompanhar e viver Lost por alguns anos. Por Lost, me desfiz do preconceito de que interagir via net é para quem não tem vida própria, conheci pessoas legais, aprendi a fazer download e a me desligar de alguns problemas por 40 minutos, assumi minha nerdisse e criei um blog. E foi um exercício de tolerância.

E se toda unanimidade é burra, deste triste clichê já podemos excluir Lost.
ps - Ainda clamo por respostas, que não virão, eu sei.

Além do diálogo entre Christian e Jack, o tênis detonado e velho na árvore acaba com a possibiliade de Jack ter morrido na queda. Aquele tênis aparece no episódio piloto em excelente estado. Pra mim está muito claro que a Ilha foi real.

Aproveitando para responder uma questão levantada nos cometários do post anterior pelo Al Faro.
Minha interpretação sobre Jack/Juliet/filho - a vida pós morte foi moldada de acordo com os pontos fracos de cada um. No caso de Jack, havia necessidade de resolver a questão pai e filho. Então, neste universo que realmente parecia bom demais para ser real, a existência de um filho é uma projeção para que ele se sentisse no lugar do pai e assim entendesse melhor as dificuldades que o pai teve. E fizesse melhor também. Assim, o garoto não existia de fato.
Seu casamento com Juliet é explicado pelo fato dos dois terem tido um envolvimento efêmero na ilha. Um foi importante para o outro, mas não ao ponto de serem o elo com a vida real.

Como meu amigo Linus disse, também considero a luz como fonte de energia eletromagnética que promove as características peculiares da Ilha. E Desmond era "especial" por ter sido afetado uma alta carga da energia na implosão da Cisne. Por isto, podia viajar no tempo e entre vidas...

Esta cena foi talvez a responsável maior pela crise de choro que tive no fim...Sou cachorreira e não resisto a nada que tenha um dog envolvido. Além de toda comoção do momento de encerramento, foi uma representação da amizade e sensibilidade canina. Só me preocupei pela substituição da Madison, que interpretava o Vincet em outras temporadas. Espero que ela esteja bem!
Mas foi linda, vai...


Amanhã tem mais...

25 de mai. de 2010

The End - breve análise inicial

Duas personalidades me tomam ao pensar em The End. O final de Lost, emocionalmente falando, foi contagiante e arrasador. Jack fechando os olhos no mesmo local onde os abriu ao cair na Ilha, ao lado de Vincent representando perfeitamente a essência canina, foi genial e marcante.
Racionalmente, contudo, faltou consideração com uma parte importante da audiência. Perguntas deixadas para trás não são simplesmente um capricho de quem digeriu durante seis anos um cardápio alimentado habilmente pela produção da série com easter eggs, entrevistas incógnitas, integração de mídias. Lost teve seu marketing forjado nos mistérios e deixá-los de lado da forma com que foram, não foi justo.

Mas a vida não é justa. E uma escolha foi feita. Os personagens eram foco, certo. E foram devidamente honrados com um fim condizente com o que vimos.
A Ilha existiu. Claro. Tudo lá aconteceu de fato, por mais absurdo que parecesse em alguns momentos. E como everbody dies, tivemos como última reviravolta, a descoberta que a realidade paralela não acontecia em vida, mas sim pós morte.
Não que acredite em vida pós morte. Mas não também que não considere uma boa se ela existisse. Principalmente com o objetivo que teve nos flash sideways. Se este foi o grande convergente de polêmica do fim, é preciso ter em mente que a continuidade daquilo que foi mostrado fica em aberto. A luz (brega, por sinal, muito brega) pode significar a continuidade que cada um entende do depois. Reencarnação, paraíso, que mais. Ou a continuidade da energia de sua existência fragmentada e reciclada na natureza.
O importante foi a opção por um fim não tão fácil. O rumo da realidade paralela era tão feliz quanto fácil. Era bom ver todos se resolvendo, se encontrando e próximos do felizes para sempre. Mas seria muito superficial, deixar esta existência se sobressair ao que vimos durante seis anos. Ou permitir que andassem juntas. Seria um agrado simples.
O que fica, portanto, é uma estória com começo, meio e fim, com a morte de Jack. A Ilha permaneceu com Hurley e Ben tomando conta. Kate, James, Claire e cia saíram da Ilha, fizeram sei lá o que da vida e morreram um dia. O pós morte foi um apêndice, um plus de informações suplementares que poderia ter ficado de fora, sem comprometer a obra.

Não foi perfeito, claro. Tanto que até agora tento entender qual a importância da continuidade da Ilha para o mundo...Se ela era um local com propriedades físicas únicas, no entanto não eram relavante para nada, afinal. Ou será que Hurley pode encontar uma forma de fazê-la realmente importante?
Gostaria que isto tivesse sido explorado. E merecia. Eu e todos que compramos o produto pela propaganda dos mistérios, merecíamos esta resposta, ao menos.

Tem muita coisa passando pela mente agora. Fica impossível analisar profundamente sem assistir novamente o episódio.
Num post futuro, abordo outros detalhes a partir da minha interpretação, que pode ser falha, claro.

20 de mai. de 2010

What they died for

O quarteto sobrevivente dos losties, mais uma Claire perturbada, é o que temos dos passageiros do voo 815. Enquanto um misto de sentimentos contraditórios faz o episódio ser especial por significar praticamente a despedida da rotina semanal de baixar/legendar/gravar/assistir/internet, tento abstrair das inconsistências do roteiro para aproveitar o fim de uma série que sem dúvida marcou época. Mas poderia ser bem melhor, ah se poderia.

É praticamente impossível não sentir o peso imposto aos personagens já mais do que testados e torturados naquela Ilha onde não escolheram estar. E ouvir Jacob filhinho da mamãe falar em escolha é tão patético quanto revoltante. É como o vampiro Lestat (Entrevista com o Vampiro), que oferece a oportunidade de escolha que nunca teve. Logo após furar a jugular da vítima...
Ser criado pela dona Maria Louca e passar a vida na barra da saia da mamãe tendo uma personalidade fraca, no entanto, tornaram as atitudes e posturas de Jacob menos incoerentes, pois agora está claro que ele não é onipresente, onipotente e onisciente. Mal sabe o que faz lá e deve ter ficado feliz de passar para outro otário o cargo de zelador da Ilha. Mas a pergunta que não cala: quem tomava conta da lojinha enquanto ele passeava pelo mundo? Ah, deixa prá lá...joga pro cesto de pergntas eternamente sem respostas que Carton Cuse e Damon Lindelof nos deixam de lembrança de Lost.

E para não transbordar o cesto resolveram responder por que Ben foi lá no quartinho mexer na água suja para soltar o monstro. Era mentirinha. Engraçado ele dizer isto para Richard, como se não tivesse sido o próprio que o "assessorava" nos assuntos da Ilha iluminada! Vão dizer que não é sacanagem pegarem pontos cruciais para teorias e resolverem assim: era mentira...
A falta de consistência dos caras em arrematar a estória se resume em uma resposta do marido, ontem, quando eu disse que não lembrava do tal bambuzal que esconde a gruta. Ele retrucou irritado: Claro que você não lembra, acabaram de inventar isto...

Mas no geral, ainda há empatia, há envolvimento com o destino daqueles coitados. E acho, agora, no calor da ansiedade por coerência, que quem está mantendo o carisma de Lost são os atores. Eles foram peças chave no carinho que temos pelos personagens e continuam nos fazendo torcer e se emocionar com o que acontece na Ilha.

Não vou me alongar muito sobre a conversa na fogueira. Só questiono por que ninguém pulou no pescoço de Jacob e socou a cara dele com gosto. E por que não perguntaram o que era o "coração da Ilha". Sei que é energia eletromagnética, mas ninguém quer saber como isto acabaria com o mundo?

Tem a realidade paralela. Sei lá como vai terminar aquilo. Apesar de mostrar um destino legal para todos, acho que não é justo acabar tudo nela. Seria um final feliz, sim. Mas parece uma resolução tão simples e fraca. No entanto ver aquela existência ser apagada também parece sacanagem. Como sairão desta sem incoerência? Difícil.

Pois é. Ta acabando. Falta pouco e apesar da decepção que sinto em relação a alguns aspectos, especialmente acerca da inconsistência na amarração de pontas, é impossível não ficar com nó na garganta ao falar do fim de Lost. A série tem muitos méritos sem dúvida. Muitos bons momentos. E deixa um grande legado ao entretenimento e à cultura pop.

Además

- Sinceramente, alguém consegue se interessar pela ferida do Jack? Nesta altura, com tantas perguntas sem resposta porque não eram "relevantes" para os gênios criativos, cabe ainda outra que corre o risco de ser jogada naquele cesto que já falei lá em cima?

- Sim. Ben. Benjamin Linus de volta às origens foi bom. Se vingou de Widmore e viu sem se abalar Richard sendo engolido pelo monstro de fumaça. Aliás, parece um desespero para se livrar de personagens na última hora.


- Kate não está na lista porque é mãe. Ah, pensei que é porque tinha se tornado a vadia da Ilha. (Brincadeira). E Ana Lucia policial corrupta que ainda "não está pronta" para descobrir que em outra realidade caiu numa Ilha e morreu assassinada - Desmond paralelo pode ser mais estranho?
Hoje acho que não escapo das pedradas...

13 de mai. de 2010

Across the Sea

Bela fotografia!
Que mais a falar do episódio? Se tivesse sido exibido lá pela terceira temporada, ou no comecinho desta, que fosse, poderia abrir novos leques na estória. Mas neste momento, o que podemos sentir é frustração por finalmente entender que boa parte dos mistérios eram jogada de marketing. Não, eles não sabiam tanto para onde iam lá no episódio House of the Rising Sun, na primeira temporada, quando nos apresentaram as caveiras.
Prova incotestável disto é que na íntegra da cena, que foi editada agora sem este detalhe, Jack estima terem as caveiras entre 40 e 50 anos pela decomposição das roupas. Ta o vídeo aqui. Confiram.
Como explicar a manutenção das caveirinhas assim por mais de 1000 anos, no mínimo. Diria 2 mil, a julgar pela vestimenta do povo que chegou junto com Cláudia, a mãe dos gêmeos? Ah, falavam latim, não? aliás, por que começam falando latim e do nada emendam a conversa em inglês?
Começo escrachando porque estes erros grotescos me deixam fula por perceber que todo o marketing em torno do encerramento da série está desviando atenção da esculachada que deram nos cuidados com roteiro e produção. E que estão, ao menos para mim, acabando com a credibilidade de Carlton e Damon, o que sempre defendi piamente. É só ver os posts antigos do blog...

Mas justiça seja feita. Pelo lado humano, finalmente o maniqueísmo foi pisoteado e ficou claro que Jacob não é o arquétipo de santo. Ele era um filhinho de mamãe chatinho, algo entre o diretor Skinner (Simpsons) e Norman Bates (Psicose). Era a segunda escolha da dona Maria Louca, um fedelho com complexo de rejeição. Um dedo duro nato...Mas a criação por aquela doida varrida, deu mais humanidade e percebi porque o personagem não tinha nenhum carisma, era um coitado fraco que foi altamente influenciado pela maluquice da mãe adotiva.
E MIB era um garoto inteligente, curioso e com senso crítico nato. Percebem a diferença? O que se tornou não é culpa dele. O infeliz só queria sair da ilha da maldição.

A luz da caverna: só me resta interpretar que é a origem da energia eletromagnética que da à Ilha aquelas características peculiares. E que ao ser levado para a fonte, o cara sem nome foi tipo contaminado. Por isto se tornou aquilo. Claro que tem muitos elementos místicos neste meio, como aquele vinho e tal. Mas não entendo nada disto e nem me interesso, então vou me focar no que posso interpretar.
E a doida varrida não poderia ter esta visão, claro. Era louca. Então usou aquelas metáforas bobinhas.

E se cada pergunta leva a outra, ficaram as dúvidas, talvez eternas:
- antes da dona Maria Louca, quem vivia lá?
- de onde veio a doida?
- a estátua foi construída como? tinha que ter um povo morando lá para construir aquilo, não?
- o farol, deve ser da mesma época, não?
Meu sonho de ver os egípcios envolvidos nunca irá acontecer.
- e a roda? quem terminou mesmo? O Jacob? ele saia da Ilha por lá?
Alguém ta sentindo cheiro de spin ofs por aí??? hein? hein?

Pronto. Podem soltar as pedradas!

5 de mai. de 2010

Ilha da Morte

post atrasadíssimo, semana de muito trabalho. Mas agradeço especialmente a eficiência do sistema e a boa vontade dos funcionários da Caixa Econômica Federal que me fizeram perder toda a sexta-feira para desbloquear um cartão. VTC, banquinho de merda.

Não está sendo fácil a despedia. Por mais que a estória tenha se desviado e tenham abusado de maniqueísmo e simbolismo religioso, por mais que imaginasse uma carnificina no fim e que nem tudo está sendo como poderia ser e que a bobagem do zelador da Ilha ainda me irrite, a verdade é que aqueles personagens se tornaram parte de nosso imaginário e é difícil a despedida. Principalmente da forma trágica como começou ser.
Jin e Sun, o casal mais emblemático em termos de amor real, foram embora na morte mais pranteada por mim desde Juliet. Aposto que é só o começo. E me pergunto qual será o limite de tanta desgraça na Ilha da Morte eminente.
Neste momento é fácil culpar a criatura eletromagnética que está somente tentando cumprir seu objetivo de sair da Ilha custe o que custar. Mas não consigo desviar minha ira do verdadeiro manipulador da estória. O responsável por levar cada um deles para lá sem oportunidade de escolha, transformando a vida de todos para sempre porque diferente do que ele prega: não, não há escolha. Falo do manipulador de sorriso sonso e carisma zero: Jacob, claro. Ele é o responsável por todas as mortes e desgraças das pessoas que passam por lá. (talvez o ator contribua para a má vontade que tenho com o personagem. Acho-o totalmente deslocado, pouco a vontade e sem nenhum tipo de charme)
E acho de verdade que os losties vão morrer. Deve sobrar um otário para zelar pelo pedaço de terra mais infeliz da estória do entretenimento pop. E deve ser Jack, que herdou a maluquice de Locke mesmo.
Apesar de vários motivos para continuar descrente com o fim, o emocional foi mais forte.
Não foi a tentatica de tomada dos meios de transporte ainda disponíveis estilo Esquadrão Classe A com toda aquela ação e tensão que caracteriza os finais de temporada, nem a realidade paralela, foi a despedida de três dos personagens principais que convivemos durante todo este tempo e o sofrimento de quem sobreviveu que fez o episódio ser memorável. Porque claro que mesmo sabendo que tudo é ficção a gente não quer desapegar.

Además

A realidade paralela tem alguns lances que me lembram os livros espíritas. Parece reencarnação carregada de carma. Que o diga o Antony Cooper.Agora me pergunto: seria o papai de Locke, agora velho babão pagando os pecados da vida na realidade da Ilha, o mesmo responsável pelas mortes dos pais de James?

A caixa de música de Clair tocando aquela melodia de filme de terror me lembrou o souvenir de Rosseau. Alguém lembra se ela toca a mesma música?


Alguém algum dia vai esquecer da cena de Jin e Sun morrendo juntinhos? Lembrou Titanic, mas aqui pelo menos morreram juntos, não foi como a a egoísta gordinha da Rose, que ficou folgadinha lá na tábua assistindo o Leozinho de Caprio virar picolé...Por que ela não revezou?

E o desespero de Hurley chorando sentido, Kare e Jack...também foi contagiante, não...

PS - analisando o episódio com mais frieza, confesso que a linha maniqueísta assumida de vez não me agrada. Acho sempre pobre em termos de narrativa - e de vida também...As coisas não são todas assim pretas ou brancas, bem ou mal. E vai contra a própria estória, que ia no sentido oposto a esta linha ao envolver personagens com passados repletos de "erros" se analisarmos pelo ângulo do preto e branco. Além disto, esta definição, preto mal, branco bom pra mim é racista pra caramba. Prontofalei. Lição de moral: to fora!
Mas não adianta mais espernear. Já tá tudo gravado, então vou tentar ir pela emoção, porque na lógica eu me decepcionaria.

PS2- Será que a emotividade despertada no episódio, acho que propositalmente, não está desviando o foco objetivo dos fãs?

22 de abr. de 2010

O último recruta..quem mesmo?

Perdoem-me a estupidez, mas ainda tento decifrar quem foi mesmo o último recruta. Foi Jack? É isto? Alguém me explica?
Não é pouco caso não. Mas realmente, não entendi bem a referência.

Cartas embaralhadas. Ao menos estão todas elas na mesa. Foi isto que significou para mim este episódio tenso.
Quando as atenções se voltam totalmente ao grupo que conhecemos, o episódio se torna assim Lost puro. E agora o foco está definitivamente neles. Tanto na Ilha, como na realidade parelala, os destinos se cruzam e as interações direcionam a série para o fim.
Foi bom e dinâmico, mas algumas coisas continuam me irritando. Jack surtado de Locke, falando de destino e Ilha soa tecla batida, mas entendo que faz parte do grande conflito final. O que me desagrada mesmo é o motivo (ou falta de) de ter que ficar alguém lá de zelador. Durante os últimos anos confabulei mil teorias que considero mais interessantes do que a que vem sendo desenhada: impedir o MIB de sair de lá. Pode ser que este objetivo se revele mais interessante. Mas até o momento, está me incomodando.

Mas enfim a guerra de Widmore começa com ele quebrando o pacto que tinha com James. O que era de se esperar. E o que virá a partir disto parece ser vital para um fim emocionante e ainda mais tenso em termos de ação propriamente dita.
Imagino um fim repleto de sacrifícios por parte dos personagens que estão lá desde o começo de tudo.Imagino até uma carnificina que resultará com um ou dois sobreviventes no fim da série.
Ainda não consigo entender como as realidades se chocarão e é este mistério que faz toda a diferença agora porque dependendo dele, o fim da série pode ser memorável (ou não). Se dependesse apenas da realidade da Ilha e da seleção de RH para zelador, o motivo teria que ser muito, mas muito excepcional para valer tudo o que eles (e nós) passaram nestes seis anos...

ADEMÁS....

Jin e Sun finalmente juntos. Lamento que o acontecimento tenha se perdido perante a tensão do episódio. Acho que eles mereciam ter se reencontrado no episódio centrado neles, pois gosto muito do casal!

Sei lá, mas aquele filho do Jack é mesmo a cara da Juliet para mim. Quero ela de volta logo, caramba!

Jack operar Locke é uma correção de rota mais do que esperada. Será que ele não vai matá-lo sem querer...

Desmond na paralela - não entendo porque da obsessão com todo mundo do voo se ele já reencontrou a Pen. Não deveria estar em lua de mel com ela em vez de ficar atropelando cadeirante e seguindo mulher grávida? É isto mesmo, tão zoando todos os personagens legais?

Ah, Claire, tadinha. Morro de dó da guria que ficou três anos perdida na mata fugindo dos Outros e agora ainda é deixada para trás como as crianças fazem com coleguinhas diferentes que não querem brincar. Como alguém manteria a sanidade? Claro que ela enloqueceu, p@@ra!

Mas eu gostei do episódio sim. Só to estressada.

15 de abr. de 2010

Everbody Loves Hugo

Sem grandes expectativas, Everbody Loves Hugo parece ter realmente agradado a todos. E a mim também.
Apesar de não ter engolido a explicação tosca para os sussurros, senti a empolgação por Lost crescendo novamente (mas aos poucos. Ainda estou traumatizada com a "rolha do inferno").

Hurley, que estava tendo um papel bobo de porta voz de Jacob finalmente decidiu pensar por si e tentar entender as coisas por novos ângulos. Isto ajudou a dar nova dinâmica ao grupo formado por ele, Jack e cia, grupo que estava apagado, parecendo mais um núcleo de coadjuvantes onde nada de interessante ocorria.
Mas Hurley assumiu a responsabilidade de tomar decisões. Ao mesmo tempo em que Jack se mostra fragilmente abatido pelas consequências da explosão da bomba - aliás, a morte de Juliet foi realmente trágica para a série. Sinto que perdemos alguém fundamental para interpretar a visão irracional de Richard sobre as coisas. Juliet sabia muitos segredos e como pessoa contemporânea e médica pesquisadora poderia ter ajudado muito a dar sentido naquilo tudo. Falo sobre os expectadores mesmo. A audiência que quer lógica, como eu.

Na realidade paralela tivemos a meiga volta de Libby. Foi graciosa a retomada do relacionamento dos dois. Mas só.
Contudo, as interações entre os losties aumentam e tudo vai se tornando mais interessante, como o surto assassino de Desmond. E falando nisto, alguém entendeu? interpretei que ele quis colocar Locke em situação de quase morte para relembrar algo. Mas pode ser qualquer coisa...

De volta à Ilha, lá foi Desmond para o poço. Duvido que tenha morrido. Mas tenho certeza de que o monstro é magnético e portanto Des era o único capaz de "reagir" com ele. Se não fosse assim, por que o Locke Vader teria tido aquele trabalho? Teria apenas se transformado na fumaça e acabado com ele, não...

É. Faltam seis. Enjoy.

Además....

Adorei a mala da Ilana explodir. Já foi tarde. Quem ta merecendo uma bombinha no bolso para acalmar a histeria é o Richard. Ah, Ricardo, você já foi legal.

Michael ressurge dos mortos. Queria vê-lo na realidade paralela levando o Vincent para passear no Central Park. Agora a explicaçãozinha almas penadas vagando pela Ilha foi boba, boba. Medo! Do rumo da série, não das almas penadas, certo...

Locke atropelado por Desmond. Foi impossível não lembrar do Pequeno Wilber!! # O cara já teve um rim roubado, foi jogado pela janela, foi enforcado...e ainda vivo...Que mais falta acontecer com o careca?!
- # Pequeno Wilber era um personagem dos geniais Sobrinhos do Ataíde, programa de humor da rádio 89 de SP. A rádio era só de rock e faleceu depois que trocaram o gênero de música. O Wilber era um garotinho que vivia se estrepando, arrancavam a cabeça, o estômago, as pernas e o garotinho continuava vivo...Tanto a rádio, como o programa marcaram época na década de 90! (quem quiser relembrar ou conhecer, aqui tem um pouco deles)

8 de abr. de 2010

Agora sim - S06E11

Agora sim. Acho que está claro que seguir o rumo da ciência agrada gregos e troianos. Não é preciso abandonar o foco dos personagens, mas seria um grande erro deixar o tão citado na série magnetismo de fora da explicação final.
Além de Desmond, um grande personagem que merecia o melhor episódio da temporada, tivemos como co-protagonista ele, o eletromagnetismo.
Fenômeno capaz de atrair ou repelir outros materiais eletricamente carregados, o magnetismo está relacionado ao movimento dos elétrons nos átomos, pois uma carga em movimento gera um campo magnético - isto a grosso modo. E é daí que reside o efeito miraculoso da Ilha. Daí se origina a cura de doenças, as viagens no tempo e, tomara, o perigo do FlockeVaderMib.

Posteriormente postarei aqui reportagem de revista especializada linkando o magnetismo com diversas situações vivenciadas da Ilha.

Mas enfim, é nele que reside a resposa de Lost. Ao menos aquelas que interessam a mim.

Desmond - Tivemos também a reafirmação de que Desmond é especial. Não apenas por ser charmoso, simpático e boa gente. Mas porque realmente a implosão da escotilha com a liberação da carga magnética lá na segunda temporada o tornou de alguma forma diferente, um tipo de super heroi de Lost. Alguém capaz de sobreviver a uma grande carga de fontes eletromagnéticas. Talvez ele pudesse encarar o Locke, então? Talvez seja um antídoto para a consequência da saída da criatura da Ilha? Só é certo que ele será um dos mais sacrificados, não!E não terá final feliz.
E nas duas realidades.
Pois é ele também o elo consciente entre as duas realidades. E de novo temos o magnetismo de volta. Foi por meio do exame de ressonância magnética (método de diagnóstico por imagem que retrata imagens de alta definição dos órgãos do corpo por meio de "campo magnético") que Des teve os flashes da vida que viveu com Penny. E deve ser esta qualificação sua ruína.
Não queria entrar em questões filosóficas novamente, isto neste momento da minha vida me cansa, mas achei a dualidade amor X sucesso um pouco exagerada. Não era preciso ressaltar que alguém precisa ser infeliz de um lado para ser feliz do outro. Novamente me parece algo moralista: ah, você tem dinheiro, sucesso mas não é feliz, é incompleto. Pára com isto. Não é este o caminho. Posso ter tudo sim. E tem que prefira apostar em apenas um dos lados e ser feliz. Questão pessoal. Vamos ser menos moralistas, Darton!
Mas tudo bem. Não vou desmerecer o episódio por isto. Foi muito bom sim. E só de deixar de lado um pouco a estorinha da guerrinha de Jacob e Locke Vader e candidatos e fantasminhas, fico feliz.
Já baixo as expectativas para o próximo que é centrado em Hurley, E como o personagem se tornou telemarketing babaovo de Jacob nesta temporada, aposto na retomada da mística. Mas terei paciência. Como o Leco disse, a paciência será recompensada no final. Cada vez mais volto a acreditar nisto.

Ah - fui só eu ou alguém mais torceu para o Charlie morrer de novo?
Ah 2 - Widmore é muito bom personagem. Que bom que finalmente está tendo destaque que merece!
Ah 3 - Engraçado...a Penny agora me pareceu deslocada. Acho que acostumei com ela em Flash Forward. É dos riscos deste cruzamento de séries com mesmos atores.
Ah 4 - Faraday, tadinho. O James já traçou sua amada. Junte-se a Jack e chore, hahahaha.

1 de abr. de 2010

Lógica e Luz no fim do túnel

Antes do esperado, volto a me inspirar para reativar o blog.

The Package (s06e10) trouxe algumas pinceladas de possível lógica para o rumo da explicação que muitos acham já ter encontrado.
Foi na voz de Widmore que ouvi um alentador: "Sei quem você é por mitos e estórias de fantasmas na floresta", disse ele ao Locke Vader/Mib/FLocke,o que indica que tudo o que foi passado aos Outros é mito criado por Jacob para ampliar ou explicar o perigo da saída da Ilha do interessante personagem. Aliás, a cena promove um aperitico de um embate que realmente vale a pena: FLocke x Widmore - dois grandes personagens.
Minha leitura, que pode também ser errônea ou apenas uma tentativa do meu subcosciente de ter esperança de um pouco de lógica na sexta temporada de Lost, é que o personagem possa significar um perigo FÍSICO ao universo. O que ele se trasformou ao se tornar o monstro de fumaça deve então ter consequências, repito, FÍSICAS, muito provavelmente ligadas aos tais bolsões de magnetismo que para meu alívio finalmente voltam a ser citados na estória pela geofísica Zoe, que na falta de Faraday, terá que dar conta do recado de satisfazer o público que anseia por explicações lógicas para aquela babel.
E Jin, que esteve na Dharma, é peça chave para a exploração. Faz sentido finalmente. Porque Widmore é um homem de negócios sensato e prático que não voltaria para a Ilha senão tivesse grandes fontes reais interessantes a serem exploradas. Ou alguém acha que ele voltou lá para salvar o mundo da maldade? Bá!
Outro toque dele reverte a estória c%c&t@ de "rolha do inferno". Ele diz a Jin que a consequência da saída de Mib de lá seria algo como a dissolução de tudo, a inexistência, o que poderia ser uma reversão ao nada, um big bang ao avesso, sei lá...Sobre isto, chamo a tenção para a teoria de antimatéria do Leco, que é muito boa e seria muito bem aceita por quem está buscando uma explicação física para a série.
Por fim, temos a volta de Desmond, que além de ser um personagem adorável e interessantíssimo, sempre esteve ligado a tópicos interessantes da série: escotilha Cisne, viagem no tempo e por aí vai.
Então, há motivos para aguardar um pouco mais antes de bater o martelo em respostas. Podem demorar, não me importo, desde que tenham sentido.

Jin e Sun - a realidade paralela deles foi uma das mais agitadas. E como sempre teve a abordagem de romance muito bem feita. Os dois representam superação de barreiras, perdão. Sempre simbolizaram o casal que vive dificuldades no casamento, que tem momentos difíceis, onde não existem mocinhas e vilões absolutos na relação - o que todos que vivem um relacionamento longo sabem ser verdade. E que superam sem idealismo do amor perfeito, mas com realismo da vontade de ficar juntos. Belo, mas não melodramático.

Que a sanidade se mantenha para o episódio de Desmond. Ele merece!

19 de mar. de 2010

Recon - s06e08

A questão livre arbítrio x destino desperta inúmeras discussões. Particularmente nos dois últimos dois episódios de Lost tivemos pistas de que o argumento defendido por Jacob: a possibilidade de escolha de fazer da vida o que quiser, funciona somente quando os personagens estão livres da influência do moço misteriosonso. Como Ben, James se tornou alguém melhor por ter feito escolhas diferentes. Ou seria por ter circunstâncias diferentes. Não teria algo na realidade da Ilha empurrado o garoto para o lado mais dark, assim como sabemos que aconteceu com Ben ao ser rejeitado pelo pai, baleado e levado ao templo dos Outros? Acho que nunca saberemos ao certo, mas aposto nisto.

Sawyer/James é um dos personagens mais complexos da série. Tem um passado absurdamente trágico, marcado por desgraça digna de Nelson Rodrigues. Acho que o único apto a concorrer com James neste quesito é Jonh Locke. E exatamento o que o tornou tão popular na audiência de Lost é que, em vez de assumir o papel de vítima digna de dó, ele buscou vingança. Que fazer limonadas que nada..., ele pegou os limões que a vida lhe deu e atirou de volta.
O James da realidade paralela se tornou um bom moço, foi para a polícia, onde é parceiro de Miles (ótima dupla, aliás) em vez de dar golpes. Mas não deixou de lado a busca por vingança.
E digam sinceramente: se colocando realmente na pele do personagem, quem é que levaria uma tragédia daquelas como lição de vida, com resignação e seguiria em frente sem marcas? É absolutamente humano querer vingança. Sem muita terapia, mas muita mesmo, ninguém supera testemunhar e vivenciar o que ele passou.
Por estas e outras abordagens tão humanas dos roteiristas de Lost é que não consigo ver a série terminando com lição de moral do bem vence o mal. Não dá para engolir esta visão que muitos estão tendo da série. Mas veremos...

Sawyer da ilha está mesmo fadado a viver de golpes. Ele é um sobrevivente e como não temos na verdade ideia ainda de quem é quem, é inteligente deixar duas portas abertas. Aliás, teve uma frase especialmente intrigante de Widmore que entra para o rol do metadiálogo que os roteiristas usam para se comunicar conosco: É triste o quão pouco você sabe - disse ele a Sawyer. Realmente tenho a sensação que ainda sabemos muito pouco. E não estou reclamando por isto.
E estaria Widmore ao lado de Jacob? Acredito que não, ele quer a Ilha e ponto. A quem terá que aliar para conseguir não importa.

O episódio trouxe pistas de que Locke Vader é alguém extremamente meticuloso - assim como Jacob. E usa da violência para manter a autoridade - também assim como Jacob, que mandava matar, sequestrar, lembram?. Assim mesmo, continuo com simpatia por ele. O que é certo é que trata-se de alguém com grande capacidade de liderança e iniciativa. Sem dúvida, seria um ótimo executivo, não?
O que também ficou evidente é o grau de perturbação de Claire, que foi vítima do jogo entre Jacob e seu oponente. Tentando matar Kate, submissa as ordens de Locke Vader ou se desculpando aos prantos, a pobre não deve ter mais como retomar a sanidade.
Sem acontecimentos de maior impacto, tivemos uma sutil revelação: Dr. Chang está fora da Ilha. Provavelmente saiu de lá com a família, acredito. E espero que Radzinky esteja submerso com o resto da Dharma.
E enquanto aguardamos a etapa decisova, que acredito começa a partir do próximo episódio, foi bom curtir um pouco de nostalgia da primeira temporada com um clima de tensão contida.

Observação absolutamente feminina e de pouco relevância para os fãs da série, mas que não posso deixar de ressaltar: Josh estava impecavelmente lindo o episódio inteiro, especialmente nas cenas da realidade paralela.
E ele melhorou muuuito como ator.
Só falta arrumar uma esposa mais apresentável - ops, escapou veneno.

11 de mar. de 2010

Dr. Linus - s06e07

"Parece que foi ontem que vi este avião se partir em dois no céu". Ben Linus resume o espírito do que vemos desde o episódio anterior, mantido neste emotivo e excelente Dr. Linus. A metalingagem sempre foi usada pelos autores para se comunicar com o público através dos personagens. E os recados vão sendo passado para bons entendedores perceberem alguns toques sobre a série e agora, parece, para se despedirem...

Benjamin sempre foi uma alma atormentada por indiferença e rejeição (como falei aqui no perfil traçado antes do início desta temporada. Não gosto de me gabar, mas depois de ontem, fica claro que passei bem perto). E Ben poderia ser alguém capaz de gestos nobres. Sem influência de Jacob, poderia não ser um psicopata, ou ao menos, não ter atitudes de tal, como o assassinato de Locke.
Poderia ter sido um professor idealista que se preocupa com a qualdiade do ensino e cuida muito bem do pai doente. Doutor em história, um acadêmico! Ambicioso sim, com propensão a manipular e usar chantagem, mas com freio moral. Na realidade paralela, se redime junto a Alex (Rosseau!!).
E detalhe: quem semeia a busca pelo poder em seu coração, no caso o cargo do diretor, é Jonh Locke, num processo inverso do que ocorria na Ilha.
Esta realidade, aliás, parece boa demais para ser verdade. Não que tudo seja perfeito. Mas é tão mais suave, ameno. Fico com a sensação que este universo vai implodir em algum momento, por ser tão mais lírico e brando com a vida dos personagens.

Descobrimos aqui que a Dharma existiu e seja lá o que aconteceu com a Ilha, foi entre a década de 70 e os anos 80, quando Rosseuau foi parar lá. Ben e o pai saíram de lá por vontade própria. Isto me deu um grande nó na cabeça: afinal, será que não foi bomba que a afundou? Ou foi? O que vimos serve para reforçar qual tese? Nenhuma, né...Mas eu tenho paciência. Ah, se tenho.
Outra confimação foi que Richard Alpert era mais um joguete nas mãos do sonso Jacob. E se sentiu usado por ter sido manipulado e no fundo, bem lá no fundo, também não ter ideia de que diabos estava acontecendo o tempo todo.
Jack cada vez mais...não sei...Não consegui mesmo entender o que foi aquele momento com Alpert e dinamites: fé cega total ou desafio? o certo é que ele está desconfortável de saber que não tem mais controle. E quem é que não ficaria ao se ver apenas uma marionete.
Estou chegando a conclusão de que todos ali são meras peças de um macro jogo de gamão entre Jacob e o Lock Vader. Para quem coloca Jacob como símbolo da luta entre entre o bem e o mal, apoiado na Bíblia, fiz umas pesquisas porque sou ignorante neste tema. E a descrição do personagem bíblico não é das melhores: "A parteira o viu nascer puxando o pé de Esaú, que havia nascido primeiro. Enquanto Esaú era pesado e peludo, Jacó era esguio e liso, como um sabão. Um dia, o irmão desejou comer seu prato de lentilhas. Jacó o deixou, mas exigiu em troca o direito de primogenitura. Na hora decisiva da bênção do mais velho, com a ajuda da mãe, cobriu-se com uma pele de cabra e se fez abençoar como primogênito pelo velho pai Isaac, já cego".

No mais, o episódio junta parte dos losties no acampamento em um momento nostálgico que me deixou de olhos marejados por sentir o fim cada vez mais próximo. E traz uma peça importante para a estória: Widmore. De que lado ele está? Acredito que do que vencer...

Mais uma vez: Michael Emerson é fantástico.

4 de mar. de 2010

Sundown: s06e06

O bem e o mal são relativos. Pelo menos, em algumas situações. Sayid é o mais completo exemplo de que boas intenções não valem sempre. No fim, depende do ângulo, a vista da paisagem. E enquanto Jacob e Locke Vader disputam seu jogo de xadrez, as vidas de todos os infelizes que cruzam seus caminhos podem ser modificadas para sempre - ou estragadas.

Do meu ângulo, Jacob é um manipulador hipócrita de fala mansa. Não consigo evitar de quase sempre torcer para o vilão. E neste embate, embora saiba de que tanto o lado negro, quanto o branco, têm interesses comuns pessoais e não tem quem ali vale uma vela, vibrei com a vitória parcial do Vader carismático levando para o seu lado boa parte do bando de ovelhas de "livre arbítrio" de Jacob. E não ficarei surpresa se, no fim, descobrirmos que tudo não passou de uma aposta de um dólar entre dois excêntricos, como no filme Trading Places (Trocando as Bolas) - onde os irmãos Duke bagunçam as vidas de Eddie Murphy e Dan Aykroyd.
Claro que estou fadada a me decepcionar no fim. Locke Vader vai se dar mal. Mas espero que não exista um triunfo total de um dos lados dando uma lição de moral na audiência. Não precisamos disto. E não acredito termos um fim tão simplista assim. Mas esperemos...

Voltando da divagação: Sayid tem mesmo uma queda para atirar e matar pessoas. E isto não o faz diferente de ninguém lá, nem de Dogen - que espero que ressuscite pois é um ótimo personagem - porque matar é parte da vida dos Outros, dos Losties e de qualquer um que ingresse na série. E se o lado do mal o dominou, pode ser apenas do ponto de vista dos Outros.
O que vale é que o episódio chegou ao climax de tensão. E conferiu uma atmosfera sombria a Lost, que acho que permanecerá até o fim. Aliás, começamos a sentir a chegada do fim.

Da realidade paralela, tivemos Sayid tentando se redmir das torturas e demais barbáries que comenteu na guerra. Ele é agora consultor da indústria petrolífera, o que não o redime tanto assim, não...continua do lado errado (do meu ponto de vista). Mas se pune fugindo do amor de sua vida, a simpática Nadia, aqui casada com o irmão que não quis matar a galinha. (engraçado, chamam o cara de covarde por isto...ah, deixa pra lá, sou vegetariana, mas não vou ficar pregando direito dos animais aqui. Depois faço um blog só para isto!).
E como já disseram, parece que o universo vai dando um jeitinho de repetir experiências e temos Sayid matando novamente e, de quebra, salvando Jin das mãos dos mercenários de Keamy, que, desconfio, devem trabalhar para sr. Paik e Widmore.

Por fim, acho que uma cena resume o espírito desta temporada e de tudo o que aconteceu com os losties na série. A conversa entre Dogen e Sayid mostra que ambos são, de certa forma, vítimas da mesma situação. Têm suas vidas modificadas por uma chantagem. Embora estejam de lados opostos, padecem do mesmo destino: são manipulados e embora a livre escolha exista na prática, quem é que abriria mão da vida de quem ama? Alguém aí?

25 de fev. de 2010

Lighthouse - s06e05

Talvez a redenção de cada um dos perdidos que amamos possa ser encontrada facilmente fora da Ilha. Foi esta a lição deste episódio, onde Jack parte para a resolução de seus conflitos familiares na realidade paralela, onde tem um filho. Sem ação de Jacob, a vida de de todos é realmente muito mais fácil. Irônico,não?

Jack sem Ilha é um cara mais ameno, menos estressado. Tem problemas, mas lida melhor com eles. Tem um filho e apesar do histório relacionamento conturbado com seu pai, consegue consertar o ciclo vicioso comportamental com o garoto. Não precisou ser testado de mil formas torturosas, com segredos incessantes sobre todos os atos para viver uma redenção bela de ser vista.
Na Ilha, a influência de JAcob continua se mostrando torturante para todos. Temos a pobre Claire completamente perturaba depois de seu mais uma vítima dos fanáticos seguidores do líder. Acho bem peculiar a postura dos Outros: se não for da sua "turma", está tomado pelo mal. Qualquer semelhança com fanatismos religiosos mundo afora não deve ser mera coincidência.
Foi uma percepção errônea minha ou realmente Jin iria soltar o Outro para que ele matasse Claire? E por que Hurley segue cada palavra sem nexo que Jacob diz sem questionar nada? PArece que alguns dos losties estãos mais passíveis da dominação doentia da seita de Jacob...Ou será que só o JAck tem a lucidez de se revoltar com ações tão despropositais daquele povo estranho?
Aliás, grandes atuações de Matthew Fox e Emile de Ravin. Matthew conseguiu diferenciar os dois Jacks com sutileza. E Emile transformou Claire em uma alma atormentada pela solidão e pelo medo com maestria.

E com o mistério dos números resolvidos, abrem-se brechas para outras respostas que os impacientes cobram tão veementemente.
Temos as peças uma a uma disperçadas capítulo a capítulo, prontas para serem arrumadas e fazerem sentido. Só não vê quem não quer. Ou tem visáo fraquinha, fraquinha!

E quem seria a mãe do filho de Jack? Achei que estava viajando de pensar em Juliet, mas já vi por aí que não fui a única com este pressentimento.
Locke Vader, Claire e James estão formando um time. Ou será que o ex golpista foi, de alguma forma, incorporado no antagonista de Jacob.
E mais uma vez: odeio Jacob. Odeio mesmo!

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